Foliões reclamam de falta de banheiros químicos no Carnaval de São Paulo
Com ruas cheias nos primeiros dias de festa, participantes dizem que a oferta de cabines estaria menor e relatam dificuldade para encontrar pontos de apoio em blocos no centro e em bairros como Perdizes
16/02/2026 às 12:53por Redação Plox
16/02/2026 às 12:53
— por Redação Plox
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Os primeiros dias de Carnaval em São Paulo têm sido de ruas cheias e blocos animados em todas as regiões da capital. No entanto, foliões relatam dificuldade para encontrar um item básico da infraestrutura de rua: a oferta de banheiros químicos nos desfiles deste ano estaria menor.
Segundo pessoas que frequentam os blocos no centro de São Paulo, a quantidade de banheiros no Carnaval está visivelmente menor neste ano.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Bloco no centro registra falta de banheiros químicos
Quem acompanha há anos o bloco Espetacular Charanga do França, que desfila na região central, percebeu diferença na estrutura deste Carnaval. Na manhã desta segunda-feira (16/2), frequentadores apontavam que a quantidade de banheiros disponíveis ao público está visivelmente reduzida em comparação a anos anteriores.
No início do cortejo, na esquina da Alameda Barros com a Rua Barão de Tatuí, não havia cabines instaladas. Também no primeiro trecho do trajeto não foram vistos banheiros químicos. Em meio à multidão, foliões comentavam o problema e perguntavam onde encontrar sanitários.
A comerciante Lúcia Amorim resumiu a sensação de quem circula pelos blocos neste ano, ao afirmar que não encontrou nenhum banheiro e que, em anos anteriores, havia mais estrutura, tanto nesse quanto em outros desfiles de rua.
Calor intenso muda a rotina dos foliões
Além da falta de banheiros, o calor forte tem sido outro desafio para quem quer aproveitar os blocos de rua na capital paulista. Para aguentar as altas temperaturas durante longos períodos em pé e sob o sol, foliões recorrem a água, protetor solar, descanso em áreas de sombra e acessórios como leques.
No centro da cidade, a concentração do bloco Domingo Ela Não Vai, na Avenida Ipiranga, começou com parte do público disputando espaços sob as marquises dos prédios, em busca de proteção contra o sol. Grupos de amigos se espalhavam pelas calçadas, usando leques coloridos combinando com as fantasias para tentar amenizar o calor.
A poucos metros do trio elétrico, foliões se acomodavam em pequenos trechos de sombra, como a lateral de farmácias e fachadas comerciais, enquanto aguardavam o início do desfile. Muitos optavam por permanecer abrigados até o último momento, para só então se juntar à multidão sob o sol forte.
Estratégias para encarar o bloco debaixo de sol
O desfile que marcou os 10 anos do bloco Domingo Ela Não Vai no Carnaval paulistano reuniu fãs das coreografias clássicas do axé dos anos 1990, mesmo com a temperatura acima dos 30°C. Ao longo do trajeto, parte do público alternou momentos próximo ao trio elétrico com pausas em pontos de sombra nas ruas laterais.
Houve quem decidisse se afastar temporariamente do bloco para “pegar um arzinho” e se refrescar antes de voltar ao meio da multidão. Leques e garrafas d’água se tornaram itens constantes nas mãos dos foliões, que buscavam qualquer forma de aliviar o calor sem abrir mão da festa.
Blocos infantis contam com ajuda da sombra das árvores
Na zona oeste, em Perdizes, o cenário foi um pouco mais favorável para quem acompanhou o Bloco Gente Miúda, voltado para o público infantil. A sombra das árvores ajudou a proteger famílias inteiras, que se distribuíram pelas calçadas enquanto as crianças corriam e brincavam.
Mesmo sob o sol, os pequenos pareciam não se incomodar tanto com o calor. A espuma usada nas brincadeiras virou atração à parte, com crianças jogando umas nas outras e inventando penteados, topetes e formas divertidas nos cabelos.
A caminhada pelas ladeiras do quarteirão, no entanto, pesou para alguns. O percurso do bloco incluiu subidas e descidas sob o sol forte, o que deixou a programação mais cansativa, principalmente para as crianças menores.
Moradores ajudam a refrescar foliões
De volta à região central, no desfile da Espetacular Charanga do França, moradores de Santa Cecília improvisaram uma forma de aliviar um pouco o calor de quem passava pela rua. Das janelas de casas e prédios, jogaram água em direção aos foliões, que seguiam o bloco embaixo do sol.
A combinação de infraestrutura reduzida, com menos banheiros aparentes, e de temperaturas elevadas tem marcado a experiência de parte do público nos blocos de rua de São Paulo neste Carnaval.