Caso Banco Master faz Toffoli ultrapassar Moraes em repercussão após nota do STF
Corte rejeitou arguição de suspeição, validou atos do ministro e confirmou pedido de envio dos processos para livre redistribuição, preservando decisões já tomadas
16/02/2026 às 10:14por Redação Plox
16/02/2026 às 10:14
— por Redação Plox
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A crise em torno do Banco Master voltou a dominar o noticiário político e jurídico e colocou o ministro Dias Toffoli no centro das atenções. Uma nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a arguição de suspeição contra o ministro e, ao mesmo tempo, confirmou que ele próprio pediu o envio dos processos sob sua relatoria para “livre redistribuição”. A combinação desses movimentos elevou a exposição de Toffoli e, na prática, fez com que o caso Banco Master projetasse o ministro acima de Alexandre de Moraes em repercussão no debate público recente.
Nota do STF reforça apoio a Toffoli e libera redistribuição
Em 12 de fevereiro de 2026, os dez ministros do STF se reuniram e divulgaram uma nota conjunta. No documento, o tribunal afirmou que não cabia arguição de suspeição no caso, reconheceu a validade dos atos praticados por Dias Toffoli na relatoria e registrou apoio pessoal ao ministro.
No mesmo comunicado, o STF informou que, a pedido de Toffoli, a Presidência acolheu o envio dos processos para que fosse feita a chamada “livre redistribuição”. Com isso, o caso deixa a relatoria original, mas permanece com os atos já praticados preservados, segundo a posição da Corte.
O desfecho ampliou a repercussão porque o caso Banco Master já acumulava desdobramentos, envolvendo investigações sobre supostas irregularidades ligadas ao banco, tentativas de operação envolvendo o BRB (Banco de Brasília) e discussões sobre competência e diligências. Na cobertura internacional, a saída de Toffoli da condução do caso foi tratada como um passo relevante dentro de um escândalo de grande impacto, com questionamentos sobre possível conflito de interesses e efeitos políticos mais amplos.
Trajetória do caso antes da redistribuição
Antes da nota de fevereiro, o inquérito já era considerado sensível dentro do STF. Em dezembro de 2025, matéria da Agência Brasil relatou decisão de Dias Toffoli determinando que a investigação relacionada ao Banco Master deveria tramitar no Supremo, diante da menção a autoridade com foro. O episódio consolidou o tema como um assunto institucionalmente delicado.
Em janeiro de 2026, nova reportagem da Agência Brasil informou que Toffoli prorrogou por 60 dias as investigações. O texto citava apurações da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades e valores estimados, reforçando que o inquérito seguia em curso e sob forte atenção pública.
Nesse contexto, a decisão de pedir a redistribuição, somada à manifestação unânime do plenário contra a suspeição, transformou o ministro no principal protagonista do episódio mais recente. O chamado “caso Banco Master” passou a ser diretamente associado a Toffoli, especialmente após a confirmação de que ele deixaria a relatoria, mas com a preservação de seus atos anteriores.
Efeito sobre o STF e o embate político
Para o Supremo, a fórmula “nega suspeição + redistribui relatoria” tende a ser lida como tentativa de reduzir desgaste institucional. Ao afastar a suspeição, a Corte evita abrir espaço imediato para questionamentos de nulidade automática dos atos já praticados. Ao mesmo tempo, ao aceitar o pedido de redistribuição, sinaliza que o caso seguirá com um novo relator, tentando reorganizar o andamento processual sem paralisar o inquérito.
No plano político, o episódio provoca uma mudança de foco. Alexandre de Moraes, frequentemente o ministro mais exposto em embates com atores políticos, cede espaço a Dias Toffoli, que se torna o principal nome associado à fase mais recente do caso. É nesse cenário que ganha força a leitura de que o caso Banco Master faz Toffoli ultrapassar Moraes em repercussão, ao menos no curto prazo e dentro do noticiário que se seguiu à nota oficial.
Para o próprio caso Banco Master, a redistribuição tende a influenciar o ritmo e a estratégia processual: agenda de diligências, decisões sobre sigilo e análise de pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República podem ser reavaliadas pelo novo relator. A nota do STF, porém, enfatiza a manutenção do que já foi decidido até aqui, tentando dar continuidade às investigações sem recomeçar o procedimento do zero.
Próximos passos e mudança de foco na cobertura
Os próximos movimentos dependem da conclusão, pela Presidência do STF, dos trâmites formais mencionados na nota, incluindo providências processuais e a redistribuição dos autos a um novo ministro. A apuração sobre o Banco Master seguirá sustentada por informações já divulgadas por veículos de imprensa e por fontes oficiais, à medida que avançam as investigações e eventuais novas fases ou medidas judiciais.
A afirmação de que Dias Toffoli “ultrapassou Alexandre de Moraes em repercussão” depende de métricas objetivas, como monitoramento de redes sociais, volume de buscas e levantamento de menções na mídia. O que é verificável até o momento é a mudança de foco do noticiário após a divulgação da nota do STF e a decisão de redistribuir a relatoria, consolidando o caso Banco Master como eixo da nova exposição pública do ministro.