Moraes teria associado empresa citada pela PF ao Mossad em sessão reservada do STF, aponta portal
Vazamento de bastidores de reunião de 12 de fevereiro de 2026 indica que a Black Wall Global foi mencionada como ligada a espionagem; circulação de trechos alimentou suspeitas internas de gravação clandestina em meio à crise da relatoria do caso Banco Master
16/02/2026 às 10:29por Redação Plox
16/02/2026 às 10:29
— por Redação Plox
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Em meio à crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da relatoria do caso Banco Master, um comentário atribuído ao ministro Alexandre de Moraes em sessão reservada ganhou repercussão após a divulgação de bastidores por portais nacionais. Segundo esses relatos, Moraes teria associado uma empresa citada em relatório da Polícia Federal (PF) ao serviço de inteligência de Israel, o Mossad, durante uma discussão a portas fechadas sobre o inquérito.
O episódio ocorreu em uma reunião sigilosa realizada em 12 de fevereiro de 2026, na qual ministros analisavam um relatório da PF que mencionava uma empresa de “inteligência digital/cibersegurança”. A divulgação de trechos dessa conversa interna expôs um novo flanco de desgaste no STF, agora relacionado não apenas ao conteúdo da investigação, mas também ao vazamento de informações de uma sessão reservada.
Espionagem entra na pauta: fala de Moraes e empresa ligada ao Mossad
De acordo com relatos divulgados a partir do vazamento, o ministro Cristiano Zanin teria informado aos colegas que encontrou no relatório da PF referência à possível contratação de uma empresa chamada Black Wall Global, apresentada como ligada a atividades de espionagem. Na sequência, Moraes teria feito um aparte, afirmando conhecer a empresa e a associando ao Mossad, conforme reproduzido por portais que citam reportagem do Poder360.
A menção à ligação da Black Wall Global com o Mossad inseriu o tema da espionagem internacional no centro da crise em torno do caso Banco Master, reforçando o caráter sensível da discussão e ampliando o interesse público sobre os bastidores da sessão reservada do STF.
O encontro ocorreu sob pressão de um relatório da PF, descrito em diferentes relatos como tendo cerca de 200 páginas, e em meio à disputa interna sobre a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria. A condução do processo acabou sendo redistribuída, e a circulação de trechos literais da reunião alimentou suspeitas dentro da Corte sobre a possibilidade de gravação clandestina da sessão.
Reação no STF e avaliação sobre relatório da PF
Reportagem do Poder360 sobre o desdobramento institucional do caso relata que ministros do STF consideraram o relatório da PF “inepto” para fundamentar o pedido de suspeição contra Dias Toffoli. Mesmo após a saída de Toffoli da relatoria, a Corte decidiu extinguir o pedido apresentado pela PF.
O material também indica que, com o processo sob responsabilidade do ministro André Mendonça, a PF se comprometeu a apresentar um novo relatório em 23 de fevereiro de 2026. Não foram detalhados, nesse mesmo trecho, o conteúdo ou o escopo desse novo documento, que deve influenciar os próximos passos da investigação sobre o Banco Master.
Vazamento, suspeitas internas e autoria da gravação
Em relação ao vazamento da sessão reservada, uma reportagem repercutida por veículo regional (RIC) informa que Dias Toffoli negou ter gravado a reunião ou repassado qualquer informação. Segundo o mesmo material, ele levantou a hipótese de que o registro poderia ter sido feito por meio de um servidor da área de informática.
Até a última atualização citada, não havia confirmação pública oficial sobre a origem da gravação ou a autoria do vazamento. A exposição de falas atribuídas a ministros em ambiente fechado intensificou a desconfiança interna e adicionou uma camada de crise institucional ao caso.
Efeitos no STF, na investigação e no debate público
Para o STF, o episódio amplia o desgaste ao envolver uma reunião reservada, o vazamento de declarações e a suspeita de gravação clandestina, além de tensionar a relação com a PF em torno do caso Banco Master. A controvérsia sobre a qualidade do relatório da PF e a mudança de relator podem alterar o ritmo e o desenho da condução do inquérito, agora sob supervisão de André Mendonça e com expectativa de um novo documento policial em 23 de fevereiro de 2026.
No debate público, a associação de uma empresa de “cibersegurança” ao Mossad, atribuída a Moraes em sessão fechada, surge como elemento mais sensível do episódio. Essa informação aparece, até o momento, como relato de bastidor baseado em vazamento de reunião reservada, ainda em apuração quanto ao contexto integral, à verificação independente e a eventuais comprovações documentais.
Próximos passos e pontos de atenção
Os desdobramentos do caso envolvem, de um lado, a expectativa de eventuais manifestações formais do STF ou da PF sobre o conteúdo dos trechos vazados e sobre a abertura — ou não — de apuração interna a respeito da origem da gravação. De outro, a entrega do novo relatório prometido para 23 de fevereiro de 2026 e as decisões que o ministro André Mendonça vier a tomar no âmbito do caso Banco Master tendem a redefinir o rumo do inquérito.
Também permanece em aberto se o Poder360 irá divulgar trechos mais extensos ou contextualizados da sessão, bem como se outros veículos de referência irão confirmar, com fontes independentes, o teor exato da fala atribuída a Alexandre de Moraes sobre a Black Wall Global e sua suposta vinculação ao Mossad, que colocaram a espionagem no centro da crise envolvendo STF, PF e Banco Master.
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