PCMG prende segundo suspeito de matar mulher com tiro na cabeça dentro de casa em Ipatinga
Suspeito foi preso preventivamente após investigação da DEAM com apoio da Delegacia de Homicídios; vítima de 32 anos foi encontrada morta com sinais de tortura
16/02/2026 às 10:56por Redação Plox
16/02/2026 às 10:56
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Ipatinga, com apoio da Delegacia de Homicídios do município, prendeu preventivamente, na sexta-feira (13), o coautor de um crime de feminicídio ocorrido em 2 de fevereiro de 2026, por volta das 6h, no bairro Bom Jardim, em Ipatinga (MG). A prisão foi decretada pelo juiz do Tribunal do Júri da Comarca.
O suspeito foi localizado e preso no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. No endereço, foram apreendidos cinco aparelhos celulares e dois videogames PlayStation que, segundo a polícia, estavam no local do crime.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
O caso começou a ser investigado em 2 de fevereiro, após a prisão em flagrante de um dos envolvidos no feminicídio que vitimou uma mulher de 32 anos. Ela foi encontrada sem vida no interior de um imóvel, atingida por disparo de arma de fogo.
Arma apreendida e laudo pericial
No quarto em que o suspeito estava, a polícia encontrou, dentro de um guarda-roupa, um revólver calibre 32, uma munição deflagrada e quatro intactas, além de outros itens relacionados à apuração do crime.
O suspeito foi localizado e preso no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. No endereço, foram apreendidos cinco aparelhos celulares e dois videogames PlayStation que, segundo a polícia, estavam no local do crime.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Exame pericial constatou que a vítima apresentava várias lesões provocadas ainda em vida. A causa da morte foi descrita como traumatismo craniano produzido por arma de fogo, por meio cruel, com características de tortura, incluindo multiplicidade de lesões, choque elétrico e tentativa de estrangulamento.
O primeiro suspeito, homem de 31 anos preso em flagrante, negou ter cometido o crime. Ele alegou ter consumido grande quantidade de substância entorpecente e disse que dormiu, atribuindo a autoria a um segundo indivíduo.
Vídeo: Instagram
Identificação do coautor e operação policial
Após diversas diligências, realização de provas periciais e oitivas de testemunhas, a investigação apontou a participação de um segundo autor. Apurou-se que ele também estava no imóvel no momento do crime e teria participado dos atos que culminaram na morte da vítima.
A Polícia Civil, por meio da DEAM de Ipatinga, representou à Justiça pela prisão preventiva desse coautor, que foi decretada. Em 13 de fevereiro de 2026, com mandados de prisão e de busca e apreensão em mãos, foi deflagrada uma operação policial para localizar e prender o investigado, além de cumprir as buscas.
O suspeito foi localizado e preso no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. No endereço, foram apreendidos cinco aparelhos celulares e dois videogames PlayStation que, segundo a polícia, estavam no local do crime.
Inquérito robusto e andamento das investigações
O mandado de prisão preventiva foi cumprido e o detido encaminhado ao sistema prisional. A operação contou com a participação de oito policiais civis, sendo sete investigadores e a delegada titular da DEAM de Ipatinga.
O segundo coautor, homem de 34 anos, já havia sido ouvido no inquérito e negado os fatos. No entanto, ficou constatado que ele também se encontrava no local no momento do crime, tanto por meio de provas testemunhais quanto de provas técnicas.
Foto: Redes Sociais
O inquérito policial soma 314 páginas e está instruído com a oitiva de oito testemunhas, além de provas técnicas, restando ainda a conclusão de alguns laudos periciais.
O segundo coautor, homem de 34 anos, já havia sido ouvido no inquérito e negado os fatos. No entanto, ficou constatado que ele também se encontrava no local no momento do crime, tanto por meio de provas testemunhais quanto de provas técnicas.
Combate ao feminicídio e canais de denúncia
A Polícia Civil de Minas Gerais reafirma seu compromisso com a sociedade e incentiva o uso dos canais de denúncia, como o disque 100/180 e o disque 181, para que autores de crimes sejam investigados, processados e julgados.
Diga não ao feminicídio. Diga não à violência contra mulheres e meninas.