Goleiro Bruno planeja candidatura e diz que partido será ‘de direita’

Em liberdade condicional, Bruno Fernandes afirmou em Belo Horizonte que pretende entrar na política após encerrar a carreira e concluir o cumprimento da pena; ele diz ter recebido convites, mas não definiu legenda e condiciona a decisão à situação jurídica.

16/02/2026 às 09:22 por Redação Plox

O goleiro Bruno Fernandes, condenado no caso Eliza Samúdio e atualmente em liberdade condicional, afirmou que planeja entrar para a política depois de encerrar a carreira no futebol e concluir o cumprimento da pena. A declaração foi feita em Belo Horizonte, segundo relato divulgado nesta segunda-feira (16).

Goleiro Bruno

Goleiro Bruno

Foto: Boa esporte Divulgação


Projeto eleitoral em Ribeirão das Neves

De acordo com a Rádio Itatiaia, Bruno, de 41 anos, disse que pretende se candidatar no futuro e que a ideia é iniciar a trajetória política pela cidade natal, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele relatou ainda que vem recebendo convites de “vários partidos”, mas que ainda não definiu a legenda.

Na mesma conversa, segundo a coluna, o ex-jogador indicou o eixo ideológico que pretende seguir. Ao comentar o posicionamento político, afirmou que, para ele, o partido “não tem como não ser de direita”, reforçando que a eventual filiação deve ocorrer em uma sigla alinhada a esse campo.

A possibilidade de candidatura efetiva, porém, segue condicionada ao cenário jurídico e eleitoral do próprio Bruno, que ainda cumpre pena e está em liberdade condicional.

Situação penal e prazo de cumprimento da pena

A Itatiaia registra que Bruno declarou ter a intenção de entrar na política apenas quando terminar de cumprir a pena, citando como data de encerramento 8 de janeiro de 2031.

Registros públicos e reportagens de referência indicam que o ex-goleiro foi condenado em março de 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samúdio, além de outros crimes relacionados ao caso. A TV Brasil/EBC noticiou a sentença à época, e a CNN Brasil retomou o histórico do processo e da situação penal do ex-atleta, incluindo a progressão de regime e a concessão da liberdade condicional.

Repercussões políticas e sociais

No plano local, em Ribeirão das Neves e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a fala de Bruno tende a alimentar debates políticos e sociais, sobretudo por indicar o município como possível “porta de entrada” de um projeto eleitoral. A eventual candidatura pode provocar reação de eleitores, movimentos de direitos humanos e lideranças partidárias.

No cenário das eleições municipais, ainda que não exista uma data definida para a disputa, a menção à possibilidade de concorrer e de se filiar a um partido abre espaço para especulações sobre futuras articulações políticas e sobre qual cargo poderia ser buscado.

No campo jurídico, a perspectiva de uma candidatura de alguém que ainda cumpre pena costuma acender discussões públicas sobre regras eleitorais, prazos e condições legais de elegibilidade — aspectos que, até o momento, não foram detalhados por Bruno na declaração divulgada.

Pontos em aberto e próximas definições

Entre as questões ainda sem resposta estão quais partidos teriam feito convites formais e se há, de fato, negociações em curso para filiação.

Também permanece em aberto quais seriam as condições objetivas para uma eventual candidatura, levando em conta registros da Justiça, a atuação da defesa e os critérios da legislação eleitoral, como situação penal, prazos e eventuais impedimentos.

Outro ponto a acompanhar é se Bruno ou representantes irão divulgar alguma nota oficial detalhando o projeto político e se partidos ou lideranças citadas confirmarão conversas e sondagens sobre uma possível filiação a uma sigla de direita.

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