Moro critica homenagem a Lula em desfile no Carnaval do Rio e fala em “abuso de poder”
Senador publicou no X trechos de inquéritos da Lava Jato e afirmou que a apresentação teria sido bancada com recursos públicos; escola levou à Sapucaí enredo sobre a trajetória do presidente
16/02/2026 às 08:39por Redação Plox
16/02/2026 às 08:39
— por Redação Plox
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Após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro, o senador Sergio Moro usou sua conta na rede social X (antigo Twitter) para criticar a homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retomando trechos do inquérito da Operação Lava Jato.
Na publicação, Moro classificou a apresentação como um exemplo de “abuso de poder” e afirmou que o desfile teria sido financiado com recursos públicos do governo federal. Segundo o senador, o espetáculo exaltou Lula, ignorou episódios de corrupção e trouxe ataques a adversários políticos, o que, na avaliação dele, configuraria uso indevido de verba pública para promoção pessoal.
Senador Sergio Moro (
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Moro ironiza ausência de casos da Lava Jato no desfile
Em tom crítico, Moro também fez referência a episódios investigados pela Lava Jato ao comentar a homenagem. Para ele, elementos centrais dos processos envolvendo o petista ficaram de fora da narrativa apresentada na Marquês de Sapucaí.
Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula
Sergio Moro
O sítio de Atibaia foi apontado, no processo que levou Lula à prisão e posteriormente foi anulado, como um suposto pagamento de propina ao presidente.
Acadêmicos de Niterói leva trajetória de Lula para a Sapucaí
A escola de samba Acadêmicos de Niterói desfilou pela Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que recontou a trajetória de vida e política de Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula acompanhou o desfile presencialmente na Sapucaí, mas evitou fazer pronunciamentos públicos durante o evento. A estratégia buscou impedir que a participação fosse interpretada como propaganda eleitoral antecipada e, assim, minimizar a possibilidade de questionamentos por parte de adversários no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).