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A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, em 11 de março de 2026, desencadeou reação imediata de parlamentares da oposição e impulsionou um abaixo-assinado online pela saída da parlamentar do comando do colegiado. Em redes sociais e páginas de mobilização, circula a informação de que a petição teria alcançado 120 mil adesões, mas esse número ainda é tratado como informação em apuração, uma vez que pode variar em tempo real e depende de conferência direta na plataforma.
Erika Hilton em sessão da Comissão da Mulher
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O abaixo-assinado foi criado na plataforma Change.org com foco na contestação da posse e da atuação de Erika Hilton na presidência da comissão. O documento digital passou a ser compartilhado por grupos e perfis políticos, que atribuem à mobilização a marca de 120 mil assinaturas.
Até o momento, o total exato de adesões não é confirmado. A checagem do número de assinaturas segue em curso, com verificação do painel público da petição e análise de possíveis registros de tela com data e horário que sustentem a marca divulgada.
Enquanto isso, a mobilização digital se torna um dos principais vetores da disputa em torno da presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, com potencial para pressionar partidos, lideranças e órgãos institucionais.
De acordo com o Portal da Câmara, Erika Hilton foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em 2026 com 11 votos, enquanto 10 votos foram registrados em branco. A sessão foi marcada por críticas de deputadas de oposição, que defenderam que a presidência deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero.
Relatos de veículos que acompanharam a reunião apontam que houve segundo turno de votação. No primeiro escrutínio, Erika Hilton não teria alcançado o quórum exigido, o que levou à reabertura da votação. No novo procedimento, a deputada foi confirmada no cargo com maioria simples.
Em discurso registrado pela Câmara durante a posse, Erika Hilton afirmou que sua gestão pretende tratar de todas as mulheres e elencou entre as prioridades a fiscalização da rede de proteção, o enfrentamento à violência política de gênero e a defesa de políticas de saúde integral para mulheres.
Na mesma publicação oficial, deputadas de oposição criticaram a escolha, classificando a decisão como inadequada para o colegiado e reiterando o argumento de que a presidência deveria caber a uma mulher cisgênero. O contraste entre as agendas apresentadas pela nova presidente e as objeções das opositoras alimenta o ambiente de polarização que também se reflete no abaixo-assinado contra Erika Hilton.
Na Câmara, a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher tem papel estratégico: cabe ao comando do colegiado definir pautas, audiências públicas e prioridades de fiscalização. Isso impacta diretamente o andamento de projetos sobre violência de gênero, fortalecimento da rede de proteção e políticas públicas voltadas às mulheres.
No debate público, a mobilização via petição online tende a reforçar a polarização em torno da presença de Erika Hilton na presidência. A pressão gerada pode estimular articulações para levar a disputa a instâncias como o Conselho de Ética ou à judicialização, cenário já ventilado em repercussões ligadas a falas classificadas como transfóbicas.
Para leitores de estados como MG, SP, RJ e PR, a discussão na comissão tem potencial de repercutir em agendas locais de políticas para mulheres, como delegacias especializadas, casas de acolhimento, campanhas de conscientização e repasses de recursos. As cobranças feitas em âmbito nacional costumam alcançar secretarias estaduais e municipais, influenciando prioridades e cronogramas.
Em relação ao abaixo-assinado contra Erika Hilton, atribuído a 120 mil adesões, a etapa seguinte é a conclusão da checagem do total mais recente exibido na página da petição, bem como a análise de eventuais atualizações que confirmem ou corrijam o número divulgado.
No campo institucional, permanece no radar a possibilidade de representações formais ao Conselho de Ética, à Mesa Diretora ou a outros órgãos, a partir das declarações e embates ocorridos durante e após a eleição.
Também será monitorada a agenda inicial da comissão sob a presidência de Erika Hilton — incluindo plano de trabalho, audiências públicas e requerimentos — para aferir o impacto concreto das decisões do colegiado além da disputa política e da mobilização em torno do abaixo-assinado.