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O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central e usado como uma espécie de prévia do PIB, registrou alta de 0,8% em janeiro de 2026 em relação a dezembro de 2025, já considerando o ajuste sazonal. Foi a primeira expansão mensal desde novembro de 2025, interrompendo uma sequência de quedas do indicador.
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Na abertura por setores, o desempenho foi desigual. Enquanto serviços puxaram o resultado para cima, a agropecuária recuou no mês:
Agropecuária: queda de 1,5% em janeiro.
Indústria: alta leve de 0,2%.
Serviços: avanço de 0,9%, sustentando o movimento positivo do indicador.
Na comparação sem ajuste sazonal, o IBC-Br também mostrou crescimento. O índice ficou 1,0% acima do nível de janeiro do ano anterior e acumulou alta de 2,3% nos 12 meses encerrados em janeiro.
Embora seja acompanhado como um termômetro da economia, o IBC-Br não substitui o PIB oficial, calculado pelo IBGE. As metodologias são diferentes, e o indicador do Banco Central não incorpora o chamado “lado da demanda”, presente no PIB.
O Banco Central utiliza o IBC-Br como uma das principais ferramentas para acompanhar o ritmo da economia e embasar decisões de política monetária. Desde 2025, passou a divulgar aberturas setoriais do índice — com dados para agropecuária, indústria, serviços e impostos — o que ajuda a identificar com mais clareza quais segmentos estão impulsionando ou freando a atividade.
Os dados detalhados e a série histórica do indicador são disponibilizados em planilhas próprias na área de publicações do BC.
O comportamento do IBC-Br influencia expectativas sobre a taxa básica de juros (Selic) e as condições de crédito. Um resultado mais forte tende a reforçar a cautela em relação a cortes, já que uma economia aquecida pode dificultar o controle da inflação.
Para empresas e mercado de trabalho, a alta concentrada em serviços aponta resiliência em um segmento que emprega grande parcela da força de trabalho, o que pode sustentar renda e consumo no curto prazo.
No campo, a queda de 1,5% na agropecuária mostra que o setor não foi o motor da economia em janeiro, o que pesa sobre regiões e cadeias produtivas mais dependentes do agronegócio.
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Os resultados do IBC-Br são vistos como uma “prévia” do desempenho do PIB, mas diferenças metodológicas fazem com que nem sempre haja coincidência total entre os dois números. O indicador do BC incorpora estimativas de produção para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não leva em conta a ótica da demanda, como faz o PIB do IBGE.
O comportamento de janeiro levanta agora a dúvida se a alta de 0,8% representa apenas um repique após meses fracos ou o início de uma trajetória mais consistente de recuperação. As próximas divulgações mensais do IBC-Br serão acompanhadas de perto por mercado e autoridades para verificar se o movimento se sustenta.
Na prática, o desempenho do índice seguirá no radar do Comitê de Política Monetária (Copom), em conjunto com os dados de inflação, para balizar as decisões sobre a Selic. Quando os resultados oficiais do PIB do IBGE forem divulgados, a comparação com o IBC-Br ajudará a medir o grau de convergência entre a “prévia” do Banco Central e o dado final da atividade econômica.