STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, morreu após ser baleada durante uma perseguição policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio. Segundo moradores, ela havia acabado de deixar a casa dos pais, onde esteve em visita, quando foi atingida dentro de um Toyota Corolla na Rua Palatinado. O caso aconteceu por volta das 20h de domingo (15/03/2026).
A médica Andrea Marins Dias
Foto: Reprodução
Relatos de testemunhas apontam que a principal suspeita é de que o veículo em que Andrea estava tenha sido confundido com o carro usado por criminosos. Moradores afirmam que ela foi atingida enquanto ainda estava dentro do Corolla.
Imagens que circulam mostram o momento em que policiais abordam o carro e batem com um fuzil na porta do lado da motorista. Ao abrir o veículo, os agentes encontram Andrea já sem vida no interior do automóvel.
De acordo com as informações reunidas até o momento, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) perseguiam suspeitos de assaltos na região após receberem denúncia de que criminosos estariam utilizando um T-Cross branco para cometer roubos.
Durante as buscas, os agentes identificaram um carro com características semelhantes às descritas na denúncia. Em um ponto de Cascadura, próximo ao veículo suspeito, também estavam um Jeep e uma motocicleta. A partir daí, houve deslocamento que terminou em troca de tiros na Rua Palatinado, justamente onde Andrea foi baleada.
Segundo a versão apresentada, os policiais teriam dado ordem para que os suspeitos se apresentassem, mas os veículos deixaram o local, dando início à perseguição que culminou no tiroteio.
Perseguição terminou com mulher atingida por tiro e morta em Cascadura
Foto: Reprodução
A Polícia Militar informou que instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência e reforçou que a equipe estava em perseguição a suspeitos de assaltos após a denúncia envolvendo o T-Cross branco.
Até a última atualização, porém, não havia confirmação pública detalhada sobre pontos centrais da investigação, entre eles:
Essas informações seguem em apuração por órgãos competentes.
O caso expõe o risco para moradores e motoristas em áreas marcadas por perseguições e confrontos armados, sobretudo em vias residenciais e movimentadas.
Para a família de Andrea, além do luto, a tendência é buscar esclarecimentos formais por meio de perícia, corregedorias e órgãos de controle, como Ministério Público e Polícia Civil, a fim de entender a dinâmica do tiroteio e a eventual responsabilidade de agentes envolvidos.
No campo da política de segurança, episódios em que uma civil morre durante ações policiais costumam gerar cobrança por protocolos mais rígidos em perseguições, na identificação de alvos e no uso da força em áreas urbanas densas.
Entre os próximos passos esperados estão o avanço do procedimento interno aberto pela PM e a definição sobre a atuação da Polícia Civil na condução do inquérito, além de eventual acompanhamento pelo Ministério Público.
Laudos de perícia do local, exames do IML e análise balística serão fundamentais para indicar a origem do disparo e reconstruir a sequência dos fatos na Rua Palatinado.
Também deve ser apurada a autenticidade e o contexto completo das imagens que mostram a abordagem ao carro de Andrea para esclarecer o que ocorreu nos momentos imediatamente anteriores e posteriores ao tiroteio