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    Veterinário do interior de Minas usa peças de brinquedo como prótese para tartaruga

    A criatividade e inovação vieram do gerente clínico do Hospital Veterinário da cidade e dos alunos do curso de Medicina

    Por Plox

    16/04/2019 19h31 - Atualizado há cerca de 3 anos

    Peças de brinquedos e resina são agora a nova maneira de locomoção de uma tartaruga de água doce em Uberaba-MG. A criatividade e inovação vieram do gerente clínico do Hospital Veterinário da cidade, Cláudio Yudi, e dos alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (Uniube).

    A tartaruga, batizada de Michelangelo, é conhecida como cágado-de-barbicha. Ela foi recolhida pela Polícia Militar Ambiental e levada ao Hospital para receber cuidados. “O animal não apresentava as duas patas traseiras, como não sabemos do caso, a possibilidade maior é que o animal tenha nascido sem elas. Então nós ficamos com uma grande dificuldade, do que iria substituir a falta dessas patas”, conta o médico veterinário e professor universitário.

    unnamed(Foto: divulgação)

    A solução sugerida foi bem simples, usar peças de brinquedos resistentes para adaptar uma melhor forma de locomoção para o Michelangelo. “Não substituiria as patas, mas serviria de apoio para que esse animal pudesse andar melhor e resolveu. Nós adaptamos oito peças de brinquedo que foram coladas na carapaça dele e que foi um sucesso, hoje o animal anda muito bem, ele consegue movimentar com essas adaptações de rodinha”, continua.

    Para a aplicação das próteses, foi utilizada uma resina, mas sem prejuízos à saúde animal. “Nós utilizamos uma cola especial, uma cola até utilizada por dentistas. É uma cola que adapta materiais orgânicos em tecidos vivos. Uma adaptação muito comum, inclusive, que nós utilizamos tanto em humanos como animais e tem dado um resultado muito bom”, pontua.

    unnamed (1)(Foto: divulgação)

    Ainda segundo Yudi, o animal respondeu muito bem à adaptação. “As tartarugas, em especial, conseguem se adaptar muito bem a próteses, nós já temos experiências com outros animais. Entretanto, é um animal que não vai poder voltar à natureza, porque não tem as duas patas, o que vai dificultar a hora de nadar e na mudança de ambiente, de água para terra, vice-versa. Então ele ficará conosco para estudos e novas adaptações no hospital”, finaliza.
     
    Criatividade animal

    A tartaruga Michelangelo não é a primeira a receber uma prótese criativa pelo Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). Foram, ao todo, oito animais atendidos, dentre: aves carcarás, jabutis, cágado, lobo guará e, até mesmo, coruja. “Nós sempre tentamos trazer, ao mesmo tempo, tecnologias novas e simplicidade. Além disso, o trabalho em equipe, em que os alunos também participam ativamente e podem dar opinião sobre as atuações no Hospital. Hoje não é somente o professor que ensina, os alunos também dessa nova geração têm muito a nos ensinar” 
     

     

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