Gato-mourisco em extinção é resgatado e dá luz a três filhotes em hospital veterinário de Uberaba

Fêmea, classificada como Vulnerável, foi resgatada na MG-255 e terá os filhotes encaminhados ao CETRAS após estabilização clínica

16/04/2026 às 10:21 por Redação Plox

Uma fêmea de gato-mourisco deu à luz três filhotes no Hospital Veterinário da Uniube (HVU), em Uberaba, no Triângulo Mineiro, na última terça-feira (7). Classificado como Vulnerável (VU) na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, o animal havia sido resgatado no dia 1º de abril, na rodovia MG-255, próximo ao município de Itapagipe.


A fêmea e os três filhotes de gato-mourisco.

A fêmea e os três filhotes de gato-mourisco.

Foto: Divulgação/Hospital Veterinário Uniube


Acompanhamento clínico e manejo controlado

Segundo o HVU, os filhotes completaram uma semana de vida mamando na mãe, sob acompanhamento clínico e manejo controlado da equipe. A orientação é evitar o contato direto com os animais nesse período inicial, o que, de acordo com os profissionais, contribui para manter a estabilidade do comportamento materno.

O quadro atual é considerado favorável dentro das condições observadas até o momento, uma vez que os filhotes permanecem com a mãe e continuam mamando normalmente

Hospital Veterinário da Uniube (HVU)

Após a fase inicial de adaptação e com a estabilidade clínica confirmada, os felinos devem ser encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) de Patos de Minas. No local, passarão por triagem, reabilitação e, depois, retorno à fauna silvestre.

Resgate na MG-255

A fêmea foi encontrada às margens da rodovia MG-255 e levada ao hospital veterinário. Após avaliação, a equipe identificou que ela estava prenha de três filhotes e não apresentava fraturas nem lesões aparentes. Por isso, o animal segue em isolamento e sob observação clínica contínua.

Ao comentar o atendimento, o professor Cláudio Yudi ressaltou a importância ecológica do gato-mourisco e chamou atenção para os impactos sobre a fauna brasileira. Ele afirmou que o felino é discreto e de difícil visualização, mas essencial para o equilíbrio ecológico, e apontou o avanço do impacto das rodovias e da pressão humana como um problema crescente.

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