Guimarães diz ser contra socorro federal ao BRB e defende apuração “doa a quem doer”
Ministro afirma que se oporá a qualquer ajuda ao banco investigado por operações irregulares e comenta reforma política e pesquisas sobre Flávio Bolsonaro
16/04/2026 às 17:04por Redação Plox
16/04/2026 às 17:04
— por Redação Plox
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O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que, do ponto de vista pessoal, é “completamente contrário” a qualquer socorro do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). A instituição é investigada por operações financeiras irregulares que teriam beneficiado o Banco Master.
Questionado durante um café da manhã com jornalistas, nesta quinta-feira (16), sobre a possibilidade de o governo federal prestar algum tipo de ajuda ao BRB, o ministro disse de forma categórica que, se o assunto chegar a ele, manifestará oposição a qualquer medida nesse sentido.
José Guimarães, afirmou que, do ponto de vista pessoal, é “completamente contrário” a qualquer socorro do governo federal ao Banco de Brasília.
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Investigação e responsabilidades
Segundo Guimarães, os responsáveis pelo desvio de bilhões em recursos do banco, no caso relacionado ao Banco Master, serão identificados ao final das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Entre os investigados, estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso nesta semana durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero.
A PF está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa.Doa a quem doer
José Guimarães
Janela partidária e reforma política
O ministro também lamentou o que classificou como tratamento oportunista de temas pela classe política e criticou duramente as trocas de partidos ocorridas na última janela partidária.
Guimarães disse que nunca havia visto algo como o que ocorreu nesse período e afirmou que houve um “acinte” contra partidos que considerou sérios. Segundo ele, algumas legendas chegaram a perder até 20 parlamentares, sem que se saiba a razão.
Para o ministro, a reforma política em debate no Congresso deve estabelecer critérios capazes de evitar a repetição de situações desse tipo.
Pesquisas eleitorais e cenário da disputa
Perguntado se pesquisas recentes, que indicam crescimento do candidato da oposição ao Planalto, Flávio Bolsonaro, preocupam o governo, Guimarães avaliou que ainda é cedo para uma análise realista, uma vez que a campanha não começou e as estratégias seguem em discussão pelas coordenações.
Com base em sua experiência em eleições, o ministro disse acreditar que a candidatura do adversário não se sustentará e que ainda surgirão fatos desfavoráveis ao candidato.