PF diz ter prendido 13 na Operação Compliance Zero e mira fraudes em negociações entre Banco Master e BRB
Na quarta fase, foram presos preventivamente o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro; STF autorizou medidas e Justiça determinou bloqueio de bens de até R$ 27,7 bilhões
16/04/2026 às 15:49por Redação Plox
16/04/2026 às 15:49
— por Redação Plox
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A Polícia Federal (PF) já prendeu 13 pessoas investigadas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, para aprofundar as apurações sobre supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes em negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).
Nesta quinta-feira (16), foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.
Polícia Federal (PF) já prendeu 13 pessoas investigadas na Operação Compliance Zero.
Foto: Divulgação / PRF
Prisões foram autorizadas pelo STF
As duas prisões desta quarta fase da operação foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se somam a outras 12 prisões executadas nas três primeiras etapas da Compliance Zero.
Segundo a PF, como Vorcaro foi detido duas vezes — a primeira em novembro de 2025, durante a primeira etapa, e a segunda no início de março, na terceira fase —, o total de pessoas presas é menor do que o número de mandados executados.
Buscas, bloqueio de bens e afastamento de cargos
Considerando as quatro fases da operação, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas: BA, DF, MG, RJ, RS e SP.
A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.
Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos
William Murad
Investigação começou após pedido do MPF
A primeira etapa da Compliance Zero foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, mais de um ano depois de a PF iniciar as investigações, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), sobre a venda de títulos de crédito fraudulentos ou inexistentes do Master para o BRB.
Na ocasião, além das prisões de Vorcaro e de outros executivos do Master, a Justiça Federal determinou o afastamento imediato, por 60 dias, do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro do banco público, Dario Oswaldo Garcia.
PF aponta mudança de foco na fase atual
Ao explicar a etapa desta quinta-feira, o diretor-executivo da PF afirmou que a nova fase decorre de indícios obtidos em novembro do ano passado. Ele indicou que, enquanto na primeira fase o foco estava nas fraudes atribuídas ao Master, agora a apuração se voltou mais ao BRB, com atenção à corrupção de gestores do banco distrital e ao esquema de lavagem de dinheiro.
Governo cita combate ao crime organizado
Durante a entrevista coletiva de divulgação dos dados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, comentou que a Compliance Zero é apenas uma das ações que o governo federal deve adotar com mais ênfase nos próximos dias no combate ao crime organizado.