Zema critica fim da escala 6x1 e chama proposta de “populista”

Em evento em São Paulo, ex-governador de MG disse que reduzir a jornada por lei é “remédio incorreto” e defendeu foco na queda dos juros para aumentar produtividade e salários

16/04/2026 às 13:50 por Redação Plox

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou os projetos que tramitam no Congresso Nacional prevendo a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6x1 — modelo em que se trabalha seis dias para descansar um. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, ele classificou a proposta como “remédio incorreto” e “populista em ano eleitoral”. As declarações foram dadas na manhã desta quinta-feira (16/4), em um evento em São Paulo de apresentação das diretrizes do plano de governo para a eleição de 2026.

Crítica à redução de jornada e defesa de queda dos juros

Para Zema, a discussão sobre produtividade deveria passar por outro caminho: a redução da taxa de juros. Na avaliação dele, o patamar elevado estaria ligado a gastos do governo federal, o que, segundo o ex-governador, desestimularia investimentos e afetaria salário e produtividade.

Zema quer reforma no Poder Judiciário brasileiro

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Foto: Fotos: Daniele Fernandes/TCEMG


O juros só está lá em cima porque temos um governo federal com gastança desenfreada. O governo federal não trata problema na origem, está querendo tapar o sol com a peneira. Não vai resolver. Precisa melhorar salário e produtividade, que não melhora porque não tem ninguém investindo com essa taxa de juros tão alta

Romeu Zema

Após a fala, ele voltou a afirmar que a redução da jornada, nos termos discutidos, seria um “remédio incorreto e populista em ano eleitoral”.

Proposta do governo federal mira fim da escala 6x1

O fim da escala 6x1 tem sido uma das bandeiras da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na terça-feira (14/4), o chefe do Executivo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê o encerramento desse modelo e limita a jornada semanal a 40 horas.

Alternativa à CLT com regras mais flexíveis

No evento em São Paulo, Zema também apresentou outra diretriz para a área trabalhista. Caso eleito, disse que pretende propor uma alternativa à CLT, com regras mais flexíveis, para permitir que empregado e empregador acordem o tipo de jornada adequado para cada serviço.

Ao comentar a ideia, Zema afirmou que, na visão dele, o modelo teria caráter complementar e deveria permitir escolhas diferentes, conforme o interesse das partes.

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