Técnico em radiologia é investigado por filmar pacientes nuas em clínica de Itabira

Polícia Civil aponta que celular foi encontrado escondido no jaleco do profissional; perícia confirmou gravações e caso pode ter ao menos cinco vítimas

16/04/2026 às 06:47 por Redação Plox

Um técnico em radiologia virou alvo de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais após ser acusado de filmar pacientes nuas dentro de uma clínica em Itabira. O caso ocorreu em 27 de novembro de 2025 e foi apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

As apurações começaram depois que uma paciente de 28 anos, durante um exame admissional, percebeu um celular escondido no bolso do jaleco do profissional. Segundo a investigação, o aparelho estava posicionado de forma estratégica para registrar imagens íntimas sem consentimento.

Perícia digital confirma gravações

De acordo com a Polícia Civil, depoimentos da vítima, relatos de testemunhas e laudos periciais foram decisivos para a confirmação do crime. A perícia digital identificou vídeos que mostram o momento em que o investigado preparava o equipamento antes da entrada da paciente na sala de exame.

A polícia também apontou que a conduta não teria sido um episódio isolado. No celular apreendido, foram encontrados diversos registros semelhantes, indicando que ao menos cinco mulheres podem ter sido vítimas.

O delegado responsável reforçou a gravidade da conduta e afirmou que as provas reunidas comprovam o registro não autorizado de imagens íntimas durante atendimentos.

O delegado responsável reforçou a gravidade da conduta e afirmou que as provas reunidas comprovam o registro não autorizado de imagens íntimas durante atendimentos.

Foto: Divulgação/Polícia Civil


Suspeito admitiu e polícia rejeitou justificativa

Durante o interrogatório, o suspeito, de 46 anos, admitiu ter feito as gravações e alegou motivos de segurança pessoal. A justificativa, porém, foi descartada pela Polícia Civil, que destacou a grave violação da intimidade das pacientes e a quebra de confiança na relação entre profissional de saúde e paciente.

O delegado responsável reforçou a gravidade da conduta e afirmou que as provas reunidas comprovam o registro não autorizado de imagens íntimas durante atendimentos.

Indiciamento e envio ao Ministério Público

O homem foi indiciado por registro não autorizado de intimidade sexual, crime previsto no artigo 216-B do Código Penal. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que dará continuidade ao caso.

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