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    Reativação do Alto-Forno 2 da Usiminas gera empregos e crescimento econômico

    Foram 600 empregos temporários, durante a reforma, e 40 contratados de forma permanente

    Por Plox

    16/06/2021 23h38 - Atualizado há cerca de 1 ano

    Na última segunda-feira (14) a Usiminas reativou e retomou a operação do Alto-Forno 2 da Usina de Ipatinga-MG, o que permite à siderúrgica trabalhar com sua capacidade máxima. Com isso, novos empregos foram gerados na região.

    Em entrevista ao PLOX, o Vice-presidente Industrial da Usiminas, Américo Ferreira Neto, destacou a mão de obra utilizada durante a reforma do equipamento que gerou cerca de 600 empregos temporários. “A paralisação durou cerca de oito meses e, desde dezembro de 2020, a empresa vinha trabalhando para a retomada da operação do forno. Foram investidos R$ 67 milhões no processo, que gerou cerca de 600 empregos temporários durante a obras”, disse.

    Veja o vídeo:

     

    Para dar prosseguimento na produção e manutenção do funcionamento do Alto-Forno 2, a Usiminas contratou 40 funcionários permanentes. O equipamento era o último que ainda estava paralisado e, com o retorno, a Usina volta a operar a plena carga na produção de aço bruto.

    Foto: Divulgação Usiminas

     

    O presidente da empresa, Sergio Leite, destaca que o retorno do equipamento permitirá elevar em cerca de 20% a produção de gusa na Usina de Ipatinga em relação aos níveis do quarto trimestre de 2020 e do primeiro trimestre de 2021. “Dessa maneira, iremos ampliar, ainda mais, nossa capacidade de atendimento ao mercado interno, que registrou um aumento da ordem de 44% no consumo aparente de aços no primeiro quadrimestre de 2021, em relação ao ano passado”, conta. 

    Foto: Divulgação Usiminas

     

    Inovação e meio ambiente

    Durante o período da reforma, o equipamento sofreu intervenções no cadinho, nos refratários da rampa até a cuba superior e no sistema de refrigeração no topo do equipamento, entre outras ações.

    A Usiminas se tornou a primeira siderúrgica no Brasil a utilizar a metodologia de recuperação de cadinho com aplicação de concreto refratário. A tecnologia permite a redução do tempo gasto na atividade e também do custo. O mesmo equipamento recebeu, ainda, uma melhora em seu sistema de monitoramento e controle de temperaturas.

    Em linha com a política de sustentabilidade que vem sendo intensificada, a companhia investiu outros R$ 25 milhões na reconstrução do sistema de tubulações e coifas e no sistema de despoeiramento do forno. A iniciativa irá proporcionar uma redução na emissão de particulados durante a operação e um melhor desempenho ambiental do equipamento.

    História

    O Alto-Forno 2 foi inaugurado em setembro de 1965 e entra, agora, em sua 6ª campanha. O equipamento tem capacidade de produção de 55 mil toneladas ao mês ou 660 mil ton/ano e, desde a inauguração, já produziu mais de 31 milhões de toneladas de ferro gusa. Antes na parada atual, a última grande reforma do equipamento foi realizada em 2003.


     

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