PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a distribuição e o consumo de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water, comercializada em latas de 350 ml. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16), após a própria fabricante comunicar a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises de controle de qualidade.
Mamba Water
Foto: Reprodução/YouTube Pedal Educa
A restrição atinge o lote 13, fabricado em 3 de abril de 2026 e válido até 3 de abril de 2027, e o lote 14, produzido em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de abril de 2027. Outros lotes e produtos da marca não foram incluídos na resolução divulgada pela Anvisa.
Consumidores que tenham uma dessas unidades devem interromper o consumo. A Mamba Water orienta que os clientes procurem o Serviço de Atendimento ao Consumidor para solicitar o reembolso, pelo telefone 0800 888 1090 ou pelo e-mail [email protected]. O atendimento funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 21h.
A empresa informou que aproximadamente 82% do volume dos dois lotes já havia sido bloqueado preventivamente e permanecia fora do comércio. Segundo o comunicado, não foram registradas reclamações nem impactos à saúde de consumidores nos canais oficiais de atendimento. Os produtos foram envasados em uma unidade autorizada da Bebidas Poty S.A., onde medidas corretivas teriam sido adotadas.
A Pseudomonas aeruginosa é encontrada naturalmente em ambientes como água e solo e pode apresentar resistência a diferentes antibióticos. Infecções são mais frequentes em ambientes de saúde e representam maior risco para pessoas imunossuprimidas, pacientes com queimaduras ou feridas abertas e pessoas que utilizam cateteres ou aparelhos de ventilação mecânica.
O mesmo microrganismo também foi identificado recentemente em um lote de água mineral Crystal, recolhido em junho após análises do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal. A bactéria já havia sido detectada ainda em lotes de sabão líquido para roupas da marca Ypê. No caso da Mamba Water, a empresa classifica a ocorrência como pontual e restrita aos lotes 13 e 14, que não devem ser consumidos.