Anvisa recolhe lotes de água Mamba Water após identificar bactéria

A medida suspende venda, distribuição e consumo dos lotes 13 e 14 da versão sem gás em lata de 350 ml.

16/07/2026 às 17:48 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a distribuição e o consumo de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water, comercializada em latas de 350 ml. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16), após a própria fabricante comunicar a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises de controle de qualidade.

Mamba Water

Mamba Water

Foto: Reprodução/YouTube Pedal Educa

Veja quais lotes não devem ser consumidos

A restrição atinge o lote 13, fabricado em 3 de abril de 2026 e válido até 3 de abril de 2027, e o lote 14, produzido em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de abril de 2027. Outros lotes e produtos da marca não foram incluídos na resolução divulgada pela Anvisa.

Consumidores que tenham uma dessas unidades devem interromper o consumo. A Mamba Water orienta que os clientes procurem o Serviço de Atendimento ao Consumidor para solicitar o reembolso, pelo telefone 0800 888 1090 ou pelo e-mail [email protected]. O atendimento funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 21h.

A empresa informou que aproximadamente 82% do volume dos dois lotes já havia sido bloqueado preventivamente e permanecia fora do comércio. Segundo o comunicado, não foram registradas reclamações nem impactos à saúde de consumidores nos canais oficiais de atendimento. Os produtos foram envasados em uma unidade autorizada da Bebidas Poty S.A., onde medidas corretivas teriam sido adotadas.

Bactéria pode afetar pessoas mais vulneráveis

A Pseudomonas aeruginosa é encontrada naturalmente em ambientes como água e solo e pode apresentar resistência a diferentes antibióticos. Infecções são mais frequentes em ambientes de saúde e representam maior risco para pessoas imunossuprimidas, pacientes com queimaduras ou feridas abertas e pessoas que utilizam cateteres ou aparelhos de ventilação mecânica.

O mesmo microrganismo também foi identificado recentemente em um lote de água mineral Crystal, recolhido em junho após análises do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal. A bactéria já havia sido detectada ainda em lotes de sabão líquido para roupas da marca Ypê. No caso da Mamba Water, a empresa classifica a ocorrência como pontual e restrita aos lotes 13 e 14, que não devem ser consumidos.

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