PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Minas Gerais segue na contramão da tendência nacional e está entre os cinco estados com crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O alerta consta na nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul completam a lista.
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Foto: Pixabay
No conjunto do país, as notificações apresentam sinal de queda tanto na análise de longo prazo, referente às últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, que considera as três semanas mais recentes. Apesar da redução nacional, Minas ainda registra circulação elevada de diferentes vírus respiratórios.
Um dos principais fatores do cenário é o vírus sincicial respiratório (VSR), associado principalmente a quadros graves entre crianças de até 2 anos. Embora as hospitalizações provocadas pelo vírus tenham começado a diminuir no Brasil, os números permanecem altos em estados como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os casos graves de influenza A também continuam em patamar elevado em Minas, mesmo após o período de maior circulação do vírus em parte do país. A influenza B, por sua vez, mantém tendência de crescimento no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Crianças pequenas e idosos concentram os impactos mais graves. A maior incidência de SRAG ocorre entre menores de 2 anos, principalmente por causa do VSR, enquanto a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais e está relacionada sobretudo à influenza A.
Na capital mineira, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao jornal O Tempo que o atendimento de adultos por doenças respiratórias opera em status de alerta. Até 13 de julho, aproximadamente 29 mil atendimentos haviam sido registrados no mês. Desde janeiro, UPAs e centros de saúde de Belo Horizonte somavam cerca de 356 mil atendimentos relacionados a problemas respiratórios.
A Fiocruz recomenda manter a vacinação em dia, higienizar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e evitar contato com outras pessoas durante sintomas de gripe ou resfriado. Quando não for possível permanecer em casa, a orientação é utilizar máscara. Falta de ar, desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, baixa saturação de oxigênio ou coloração azulada nos lábios e no rosto são sinais de gravidade que exigem atendimento médico.