OAB-DF abre apuração disciplinar sobre sócios de escritório ligado à família de Moraes
Procedimento envolve integrantes do Barci & Barci Advogados e se baseia em informações de relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master.
As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos, morreram na noite de sábado (15) durante a quinta e última cirurgia prevista para separá-las no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP). As crianças, naturais de São José dos Campos (SP), nasceram unidas pela cabeça e passavam por um tratamento cirúrgico dividido em etapas desde agosto de 2025.
Gêmeas siamesas ligadas pela cabeça são submetidas à última cirurgia em Ribeirão Preto (SP)
Foto: Divulgação/ Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
Em comunicado, o hospital informou que as pacientes não resistiram ao procedimento definitivo, que durou 15 horas e mobilizou mais de 50 profissionais das áreas de saúde e apoio. Até a publicação da nota, a instituição não havia detalhado as circunstâncias médicas que levaram às mortes.
O processo de separação havia sido planejado desde 2024 e foi fracionado para reduzir riscos e permitir a preparação gradual das estruturas compartilhadas pelas irmãs. A primeira intervenção ocorreu em 23 de agosto de 2025, quando a equipe conseguiu avançar cerca de 25% no planejamento de separação.
A segunda etapa foi realizada em novembro de 2025 e teve duração aproximada de dez horas. Após a recuperação, as meninas receberam alta hospitalar 19 dias depois. Em 28 de fevereiro deste ano, na terceira cirurgia, médicos informaram ter alcançado aproximadamente 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos que as uniam.
A quarta cirurgia, em 21 de março, teve como principal objetivo preparar a pele da cabeça das crianças para o fechamento dos crânios após a separação. Para isso, foram implantadas bolsas expansoras sob a pele, preenchidas gradualmente com soro fisiológico para ampliar a quantidade de tecido disponível.
Realidade aumentada auxilia médicos do HC de Ribeirão Preto na cirurgia de separação de gêmeas siamesas
Foto: Divulgação/ HC de Ribeirão Preto
Heloísa e Helena eram classificadas como gêmeas craniópagas, termo usado para crianças que nascem unidas pelo crânio. O caso foi o terceiro conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Antes delas, a instituição realizou a separação das irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora, em 2018, e de Alana e Mariah, cuja cirurgia definitiva ocorreu em 2023.
Nos casos atendidos pela unidade, as equipes utilizaram tomografias, ressonâncias, realidade virtual e modelos impressos em três dimensões para estudar as estruturas compartilhadas e planejar as operações. No tratamento de Heloísa e Helena, esse planejamento durou mais de um ano e envolveu cinco etapas cirúrgicas.
O pai das meninas, Amarildo Batista da Silva, acompanhava o tratamento em Ribeirão Preto desde o início das intervenções. O hospital lamentou as mortes das crianças, ocorridas na etapa final da separação, mas não informou novos detalhes sobre o quadro clínico ou sobre os procedimentos posteriores ao óbito.