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A modelo paulista Joana Purin, de 28 anos, relatou ter passado 20 dias internada em julho após chegar a um quadro grave de desnutrição e receber diagnóstico de anorexia nervosa. Segundo informações divulgadas pelo Bacci Notícias, ela também afirmou ter aplicado por conta própria 15 mg de uma substância vendida como retatrutida antes da internação. A molécula é experimental e não tem autorização para comercialização em nenhum país.
Joana Purin passou 20 dias hospitalizada
Foto: Arquivo pessoal
De acordo com o relato da modelo, os problemas relacionados à imagem corporal começaram em 2021, período em que trabalhava no Chile e chegou a pesar 38 quilos. Em 2025, após problemas pessoais e o agravamento de um quadro depressivo, ela voltou a perder peso e passou a recorrer a medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento adequado.
O material divulgado sobre o caso informa que, após a aplicação da substância anunciada como retatrutida, Joana apresentou hipoglicemia severa. Durante a internação, precisou receber alimentação por sonda e por via intravenosa e também teve uma trombose no braço associada ao uso de cateter. Esses dados fazem parte do relato divulgado sobre o tratamento da modelo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou em julho que a retatrutida permanece em fase de pesquisa e que nenhum medicamento com a substância está aprovado para venda. A agência destaca que produtos de origem irregular podem apresentar diferenças de concentração, contaminações, impurezas ou até não conter o princípio ativo informado no rótulo.
A Eli Lilly, responsável pelo desenvolvimento da retatrutida, também informa que a molécula segue sendo avaliada em estudos clínicos de fase 3 e está legalmente disponível apenas aos participantes das pesquisas da companhia. A fabricante alerta que produtos vendidos fora desses estudos não oferecem garantia de composição, pureza ou quantidade do princípio ativo.
Após receber alta, Joana passou a mostrar nas redes sociais parte da rotina de recuperação e do tratamento contra a anorexia. O caso chama atenção também para os transtornos alimentares e para a distorção da imagem corporal. O Hospital das Clínicas da UFMG ressalta que anorexia, bulimia e outros transtornos podem afetar tanto a saúde física quanto a mental e que sinais como restrição alimentar intensa e preocupação com peso e aparência que interfira na rotina exigem avaliação profissional.
Segundo o relato divulgado, Joana continua em recuperação e afirma receber mensagens de famílias que identificaram sintomas semelhantes em adolescentes depois de acompanharem sua experiência.