MPE pede impugnação da candidatura de Nardyello; candidato nega acusação e apresenta defesa

A defesa disse que foi surpreendida pelo requerimento, uma vez que anteriormente o próprio MPE havia apresentado parecer favorável ao deferimento da candidatura

Por Plox

16/10/2020 18h22 - Atualizado há 12 dias

O Ministério Público Eleitoral (MPE), na pessoa do promotor Hernan Resende, requereu a inelegibilidade da chapa encabeçada por Nardyello Rocha (Cidadania). O MPE alega que as contas da época em que Nardyello era presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, em 2007, foram rejeitadas, o que tornaria o candidato inelegível.

No documento, o promotor fala que “em pesquisa realizada pelo Ministério Público Eleitoral para reunir informações de inelegibilidades previstas no ordenamento jurídico, constatou-se que as contas do candidato foram rejeitadas pelo Eg. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, quando era Presidente da Câmara de Vereadores de Ipatinga”.  

Foto: Divulgação PMI

 

Confira na íntegra o parecer do Ministério Público Eleitoral. 

Naquela oportunidade, Nardyello serviu um café da manhã aos servidores da Casa, em comemoração ao “Dia do Trabalhador”. O valor gasto foi de R$ 900. Em contato com representantes do candidato à reeleição em Ipatinga, foi repassado ao Plox que, naquela ocasião, o Tribunal de Contas entendeu que os R$ 900 não poderiam ter sido custeados pela Câmara Municipal de Ipatinga e determinou que o então presidente do Legislativo, Nardyello Rocha, ressarcisse os cofres públicos. “Nardyello acatou a decisão e já devolveu o valor há muitos anos”, diz parte do posicionamento do atual prefeito.

Os representantes do candidato afirmaram que “depois disso, Nardyello disputou três eleições, como candidato a vice-prefeito, vereador e prefeito, e jamais sofreu impugnação”.

A reportagem do Plox também tentou falar com um dos advogados responsáveis por representar a coligação, mas não obteve sucesso até a publicação desta matéria.

Nas redes sociais, alguns internautas compartilharam informações de que Nardyello já estaria com a candidatura impugnada. Nardyello classificou essas mensagens como “Fake News” e citou a oposição ao seu governo. “Enquando os fake news se desesperam, a oposição pira, o Naná trabalha”, disse.

De acordo com o site da Justiça Eleitoral, o pedido do promotor ainda não foi analisado. Após o requerimento do MPE, os advogados do candidato Nardyello já apresentaram a defesa que foi incluída aos autos. No documento, a defesa disse que foi surpreendida pelo requerimento, uma vez que anteriormente o próprio MPE havia apresentado parecer favorável ao deferimento da candidatura.  

“De início, causa estranheza o fato na medida em que o próprio Ministério Público peticionou nos autos (ID 10724193) em 01.10.2020 opinando pelo deferimento do registro”, disseram os advogados do candidato no documento apresentado à Justiça.  

Veja na íntegra o documento com a manifestação da defesa do candidato Nardyello Rocha. 

Confira o posicionamento divulgado pelos representantes de Nardyello Rocha:

Poucos dias depois de o Ministério Público dar parecer favorável ao registro da candidatura de Nardyello Rocha, fomos surpreendidos com uma notícia de inelegibilidade, desprovida de tempestividade e veracidade.

Dessa vez, o argumento é de que a Câmara Municipal, em 2007, quando Nardyello era presidente, serviu um café da manhã aos seus servidores, em comemoração ao Dia do Trabalhador.

O Tribunal de Contas entendeu que os R$ 900 (novecentos reais) gastos não poderiam ter sido custeados  pelo Legislativo Municipal. Nardyello acatou a decisão e já devolveu o valor há muitos anos aos cofres públicos.

Depois disso, Nardyello disputou três eleições, como candidato a vice-prefeito, vereador  e prefeito, e jamais sofreu impugnação.

Vale esclarecer que não existe qualquer fato que desabone Nardyello Rocha.

 

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