Ipatinga recebe primeira visita técnica do Ministério da Saúde para monitorar Novo Acordo do Rio Doce
Reunião com representantes da Prefeitura marcou o início do acompanhamento mensal da aplicação dos recursos destinados à saúde pelo Novo Acordo do Rio Doce, que prevê reformas, construções e investimentos no SUS ao longo de quatro anos.
17/01/2026 às 09:10por Redação Plox
17/01/2026 às 09:10
— por Redação Plox
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Representantes da administração municipal de Ipatinga receberam, na tarde desta sexta-feira (16), a primeira visita de um técnico do Ministério da Saúde para monitorar a execução das ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce. A presença periódica da equipe federal, que será mensal, busca garantir que os recursos destinados à saúde no município sejam aplicados conforme o plano de ação, com transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público.
Foto: Divulgação
Gestores locais acompanham monitoramento
A reunião contou com a participação do chefe de Gabinete do prefeito, Léo Werneck; do secretário de Saúde, Walisson Medeiros; do consultor-geral, Mauro Nunes; e do diretor de Departamento do Fundo Municipal de Saúde, Vinicius Bragança, além do técnico do Ministério da Saúde responsável pela visita.
No ano passado, Ipatinga foi contemplada com recursos para a área da Saúde referentes ao Novo Acordo do Rio Doce, instrumento jurídico firmado entre o Governo Federal, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão. Para viabilizar a aplicação desses recursos, foi elaborado um plano de ação construído em conjunto pela equipe técnica do Ministério da Saúde e pela Prefeitura de Ipatinga.
Foto: Divulgação
Plano prevê obras, equipamentos e capacitação
O plano municipal contempla uma série de iniciativas, como reformas e construções de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), construção de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), aquisição de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário para unidades de saúde, computadores e outros equipamentos de informática, além de ações de educação permanente voltadas à capacitação de profissionais.
Todas essas medidas serão executadas ao longo de quatro anos, com a expectativa de promover melhorias estruturais significativas e qualificação da assistência em saúde para a população de Ipatinga.
O acompanhamento demonstra que os recursos estão sendo aplicados nos locais certos e da forma correta. Ipatinga segue avançando com o cumprimento rigoroso do plano de ação, sempre em parceria com o Ministério da Saúde, que orienta e monitora a execução dessas ações essenciais para a saúde pública do município.Walisson Medeiros, secretário de Saúde
Recursos do Novo Acordo do Rio Doce para a saúde
Em setembro de 2025, o Governo Federal iniciou as transferências dos recursos do Novo Acordo do Rio Doce destinados a reforçar a assistência em saúde em quase 50 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo. Do total de R$ 1,6 bilhão, mais de 51% serão repassados diretamente às prefeituras, o que corresponde a R$ 826 milhões até o fim de 2026.
Os valores devem ser aplicados na construção e manutenção de novos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme os Planos de Ação em Saúde elaborados por cada município. Esses planos preveem despesas de custeio e investimentos em UBSs, CAPS e Policlínicas, entre outros equipamentos, assegurando infraestrutura adequada e serviços de qualidade para a população atingida.
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Desastre de Fundão e a repactuação
A barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), se rompeu em 5 de novembro de 2015, despejando milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro na bacia do Rio Doce. A tragédia provocou graves impactos ambientais e sociais e resultou na morte de 19 pessoas.
O Novo Acordo do Rio Doce repactua as ações de reparação que vinham sendo executadas desde 2016, após a constatação de que as medidas anteriores não garantiram a reparação integral dos danos. O valor global do acordo é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos, R$ 32 bilhões para indenizações individuais e obrigações de fazer, e R$ 38 bilhões já executados.
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Fruto de dois anos de negociações, o acordo tem como objetivo corrigir falhas do modelo anterior, assegurar reparação mais justa, promover a recuperação ambiental e ampliar a transparência na aplicação dos recursos públicos ao longo de todo o processo.