Bebê que teve carregador cravado na testa recebe alta, mas seguirá em acompanhamento neurológico

Menina de 1 ano, que caiu da cama com carregador de celular na mão em Divinópolis, passou por cirurgia de emergência e ficará em observação devido ao risco de crises convulsivas e epilepsia no futuro

17/01/2026 às 10:17 por Redação Plox

A menina de 1 ano que teve um carregador de celular cravado na testa após cair da cama, em Divinópolis, recebeu alta hospitalar e já está em casa com a família. Segundo o neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo atendimento, apesar da boa recuperação inicial, a criança deverá passar por acompanhamento neurológico contínuo.

De acordo com o médico, a evolução favorável nas primeiras horas e dias após o acidente é influenciada pela capacidade de recuperação do cérebro infantil.


Menina de um ano fica com carregador de celular cravado na testa após cair da cama em Divinópolis

Menina de um ano fica com carregador de celular cravado na testa após cair da cama em Divinópolis

Foto: Bruno Castro/Arquivo Pessoal

Crianças têm uma plasticidade neuronal muito boa, o que aumenta as chances de recuperação sem sequelas — Bruno Castro

Risco de sequelas futuras exige monitoramento

Mesmo com o quadro estável, o especialista destaca que lesões cerebrais podem deixar cicatrizes no tecido nervoso, conhecidas tecnicamente como gliose. Essas alterações podem desencadear crises convulsivas e quadros de epilepsia no futuro, motivo pelo qual a menina precisará ser acompanhada ao longo do tempo, mesmo sem sinais imediatos de complicações.

Como o acidente aconteceu

A principal hipótese levantada pelo neurocirurgião é que a criança estivesse com o carregador de celular na mão no momento da queda da cama. No impacto, o objeto atingiu a cabeça em um ponto delicado e perfurou a região frontal do crânio, muito próxima ao olho.

O médico explicou que, se o trajeto tivesse sido alguns milímetros diferente, o desfecho poderia ter sido ainda mais grave, com potencial risco de perda da visão.

Cirurgia de emergência e procedimento adotado

Diante da gravidade do quadro, a menina foi levada imediatamente ao bloco cirúrgico do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD). Lá, passou por uma sequência de procedimentos, incluindo limpeza da área, retirada do carregador, lavagem, fechamento e reconstrução da região atingida.

A intervenção rápida foi considerada essencial para evitar complicações mais sérias, como hemorragias e infecções.

Alto risco de infecção e meningite

Além do dano direto ao cérebro, o médico ressalta que casos de empalamento na cabeça representam um risco elevado de infecção. A perfuração rompe a barreira natural da pele e facilita a entrada de micro-organismos no organismo, especialmente quando se trata de um material contaminado, como um carregador de uso cotidiano.

Nessas situações, há preocupação com infecções graves no sistema nervoso central, incluindo a possibilidade de meningite, o que reforça a importância do atendimento emergencial e do acompanhamento médico posterior.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a