Fugitivos de penitenciária em Mossoró fazem família refém e provocam crise no sistema prisional

Forças de segurança intensificam buscas pelos detentos foragidos, em operação que mobiliza centenas de agentes e equipamentos aéreos.

Por Plox

17/02/2024 11h50 - Atualizado há 4 meses

Na noite desta sexta-feira (16), em Natal, uma família foi feita refém por dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró, Rio Grande do Norte, em um episódio que amplia a tensão na região. Os detentos, identificados como Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, ou Deisinho, e ligados ao Comando Vermelho, conseguiram alimentar-se antes de prosseguir com a fuga, levando consigo mantimentos. 

Reprodução / IA Cutout

As autoridades, sob comando do Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, estão otimistas quanto à recaptura dos indivíduos nas próximas horas, considerando que se encontram dentro de um perímetro de 15 quilômetros estabelecido pelas forças de segurança.

Foto: SNPP / Gov

Operação de Busca Intensificada

Desde a confirmação da fuga inédita, que ocorreu entre a noite de terça (13) e a manhã de quarta-feira (14), uma vasta operação de busca foi montada, envolvendo 300 agentes e o auxílio de três helicópteros e drones. A fuga dos prisioneiros marca um momento crítico para a gestão de Lewandowski, que enfrenta sua primeira grande crise em apenas 13 dias no comando do ministério, responsável pela administração das penitenciárias federais desde sua implantação, em 2006.

Crise e Medo na Comunidade Local

A comunidade de Mossoró vive momentos de apreensão, com relatos de avistamentos dos fugitivos e encontro de vestígios de sua passagem pela cidade. A situação levou à mobilização das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que reúne efetivos das polícias federais e estaduais em um esforço conjunto para localizar e recapturar os foragidos.

A gravidade do incidente foi destacada pelo juiz federal Walter Nunes, corregedor do Penitenciária Federal de Mossoró, em entrevista à Folha de S.Paulo, classificando o episódio como o mais sério na história dos presídios de segurança máxima do país. Os fugitivos estavam submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), um sistema de reclusão mais rigoroso destinado a presos de alto risco, o que torna a fuga ainda mais alarmante.

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