Taxa de desemprego diminui em quase todo o Brasil, revela IBGE

Melhora no mercado de trabalho é destaque em 2023; Roraima registra único aumento

Por Plox

17/02/2024 12h14 - Atualizado há 4 meses

No último ano, o Brasil presenciou uma significativa melhoria no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego média apresentando redução em 26 das 27 unidades federativas, conforme indicam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 16 de fevereiro de 2024. Este avanço traduz-se na diminuição da taxa anual de desocupação de 9,6% em 2022 para 7,8% em 2023, marcando uma queda de 1,8 ponto percentual.

 

A exceção a essa tendência positiva ocorreu em Roraima, onde a taxa de desemprego subiu 1,7 ponto percentual, de 4,9% para 6,6%. Por outro lado, oito estados atingiram suas menores taxas de desemprego históricas, com destaque para o Acre, que registrou a maior queda percentual, e estados como Rio Grande do Norte e Espírito Santo, que também apresentaram significativas melhorias.

 

Apesar da melhora generalizada, a desaceleração do desemprego mostrou-se mais moderada entre o terceiro e o quarto trimestre de 2023, com quedas estatisticamente significativas apenas em algumas unidades da federação, como destacou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. O estado do Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte foram exemplos de regiões que observaram reduções expressivas na taxa de desemprego, impulsionadas pelo aumento da população ocupada e pela diminuição no número de pessoas em busca de emprego, respectivamente.

 

O desemprego entre as mulheres, no entanto, continuou consideravelmente mais elevado em comparação aos homens, evidenciando uma persistente desigualdade de gênero no mercado de trabalho brasileiro. Além disso, a discrepância salarial entre homens e mulheres se manteve, com as trabalhadoras recebendo em média apenas 80% do salário dos homens, apesar dos rendimentos médios reais alcançarem valores recordes no período.

 

O estudo também destacou desigualdades raciais e de escolaridade na taxa de desemprego, com indivíduos brancos apresentando taxas abaixo da média nacional, enquanto pretos e pardos enfrentam maiores desafios. A participação dos idosos no mercado de trabalho retornou aos níveis pré-pandemia, contrariamente à participação dos jovens, que ainda não recuperou os patamares anteriores à crise sanitária.

 

 

 

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