Pastor visita Bolsonaro na Papudinha e diz que ex-presidente estava “assustado” após crise de pressão alta

Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, relatou ter encontrado Bolsonaro impactado após mal-estar com tontura e “pico de pressão”; não há boletim médico oficial detalhado divulgado por autoridades.

17/02/2026 às 22:50 por Redação Plox

O pastor Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, afirmou que visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, a “Papudinha”, e relatou que o encontrou “assustado” após uma crise de pressão alta registrada na véspera. A fala foi divulgada pelo próprio religioso e repercute em meio a novos pedidos da defesa por prisão domiciliar em caráter humanitário.

Pastor Visita Bolsonaro na Papudinha

Pastor Visita Bolsonaro na Papudinha

Foto: Reprodução


Visita pastoral e relato sobre estado de saúde

De acordo com o relato publicado nesta terça-feira (17), Rodovalho informou que esteve “novamente” com Bolsonaro em uma visita de assistência pastoral previamente agendada. Segundo o pastor, o ex-presidente estaria “um pouco mais equilibrado” em relação aos episódios de soluços, mas ainda “assustado” pela crise de pressão alta ocorrida no dia anterior.

O mal-estar de Bolsonaro na segunda-feira (16) também foi mencionado por familiares e por veículos de imprensa, que relataram tontura e um “pico de pressão” durante uma caminhada ou exercício dentro da cela, seguido de atendimento médico e estabilização do quadro.

Ausência de boletim oficial e movimento jurídico

Até o momento, não há boletim médico oficial detalhado, divulgado por autoridades públicas, sobre esse episódio específico. O caso, porém, foi descrito publicamente por Michelle Bolsonaro e repercutido na imprensa, com referência a atendimento por médico plantonista e posterior retorno à rotina, incluindo fisioterapia.

No campo jurídico, o cenário é de crescentes pressões para mudança no regime de custódia. De acordo com o Poder360, a defesa protocolou em 11 de fevereiro de 2026 um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal, solicitando prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente.

Pastor reforça narrativa por cuidados em casa

O relato de Rodovalho alimenta o argumento de aliados e advogados de que Bolsonaro necessita de cuidados em ambiente domiciliar, fora do sistema prisional. Ao destacar o susto causado pelo pico de pressão na Papudinha e mencionar melhora parcial dos soluços, o discurso pastoral se soma a outros relatos sobre o estado de saúde do ex-presidente, usados para embasar o pedido de prisão domiciliar.

Essas manifestações se inserem em uma estratégia mais ampla de apresentar o quadro clínico como um fator determinante na discussão sobre as condições de custódia, com ênfase em episódios de pressão alta, tonturas e mal-estares recorrentes.

Repercussão política e efeitos práticos

Visitas de lideranças religiosas e divulgações públicas sobre a saúde de Bolsonaro tendem a mobilizar sua base de apoio e a ampliar o debate sobre a permanência do ex-presidente na Papudinha. As descrições de fragilidade física podem influenciar a opinião de setores políticos e reforçar a pressão por uma solução alternativa de custódia.

No plano prático, aliados avaliam que a soma de relatos sobre crises de pressão, tonturas e soluços persistentes contribui para fortalecer pedidos judiciais por medidas humanitárias, além de aumentar a atenção sobre a rotina de atendimento médico no local em que Bolsonaro está custodiado.

Próximos passos no STF e na defesa

A tendência é que a defesa de Bolsonaro utilize os episódios mais recentes, incluindo a crise de pressão de 16 de fevereiro de 2026 e a visita pastoral relatada por Rodovalho, para reforçar a solicitação de prisão domiciliar humanitária já apresentada ao Supremo.

Do lado institucional, o caso deve permanecer em análise no STF, com possível manifestação de órgãos envolvidos no processo, como a Procuradoria-Geral da República, e eventual avaliação de laudos ou relatórios médicos que venham a ser anexados aos autos.

Paralelamente, seguem em curso apurações sobre a rotina de visitas à Papudinha, eventuais registros formais de atendimentos médicos no local e futuras manifestações públicas da defesa a respeito dos novos episódios de saúde relatados em torno do ex-presidente.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a