PF tem ao menos um mês para concluir investigação do caso Master após prazo do STF
Toffoli prorrogou em 60 dias a conclusão do inquérito e determinou que depoimentos ocorram em apenas dois dias, exigindo novo cronograma; apuração segue sob sigilo
17/02/2026 às 08:06por Redação Plox
17/02/2026 às 08:06
— por Redação Plox
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A Polícia Federal (PF) ganhou novo prazo para aprofundar as investigações do chamado caso Master, em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A ampliação do tempo para diligências ocorre em meio a ajustes no cronograma de depoimentos e a questionamentos políticos sobre a condução do processo.
Andrei (à dir.) projeta que PF deve concluir a investigação do Master sem pedir uma nova prorrogação ao STF
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
STF prorroga prazo e restringe dias de depoimentos
No dia 16 de janeiro de 2026, Dias Toffoli prorrogou por 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito ligado ao caso Master, após pedido da PF para continuar diligências e finalizar etapas da apuração.
Na mesma decisão, o ministro determinou mudanças no calendário de oitivas. O período inicialmente previsto para depoimentos foi encurtado para dois dias, obrigando a PF a apresentar um novo cronograma para concentrar as audiências.
Com isso, considerando a data de 17 de fevereiro de 2026, a PF ainda tem ao menos cerca de um mês para concluir a investigação do caso Master dentro da janela de 60 dias autorizada pelo STF. O prazo exato depende da contagem formal a partir da decisão e de eventuais novas determinações no processo, que tramita sob sigilo.
Justificativas oficiais e decisão da PGR sobre a relatoria
De acordo com a cobertura jornalística, a prorrogação foi motivada pela necessidade de analisar material apreendido e realizar depoimentos de investigados, com acompanhamento institucional do caso no STF e ciência da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em outro desdobramento, a PGR arquivou, em 22 de janeiro de 2026, um pedido que buscava afastar Dias Toffoli da relatoria, com base em alegações ligadas a uma viagem do ministro com pessoas associadas ao caso. A decisão manteve Toffoli à frente do inquérito e indicou ausência de elementos jurídicos para o afastamento naquele momento.
Efeitos do novo prazo nas investigações e no cenário político
Na prática, a prorrogação de 60 dias dá fôlego adicional para a PF concluir diligências, organizar relatórios e tentar esgotar a análise do material apreendido. Ao mesmo tempo, o encurtamento do período de oitivas para apenas dois dias tende a pressionar a logística e a concentração dos depoimentos, exigindo replanejamento interno.
No campo político, o caso segue alimentando disputas, representações e embates em torno de temas como transparência, devido processo legal e limites de atuação entre PF, PGR e STF. A tramitação sob sigilo e as decisões sobre relatoria reforçam o caráter sensível do inquérito.
Do ponto de vista da sociedade e de investidores, o caso Master permanece ligado a suspeitas de fraudes e a debates sobre fiscalização e credibilidade institucional, com potencial impacto sobre a confiança e a regulação do sistema financeiro. Esses efeitos, porém, ainda dependem diretamente das conclusões formais da investigação.
Próximos passos da apuração
Com o novo prazo em vigor, a expectativa é de que a PF concentre esforços em três frentes principais:
Reorganização e realização das oitivas em calendário ajustado, conforme determinação do relator no STF.
Análise detalhada do material apreendido e consolidação de relatórios dentro da janela de 60 dias.
Acompanhamento contínuo pela PGR e possíveis novas decisões do STF sobre diligências, compartilhamento de provas e prazos, em um processo que segue sob sigilo e ainda pode gerar novos capítulos.