STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e adotou medidas relacionadas a outras empresas do grupo, afastando administradores, nomeando um liquidante e determinando a indisponibilidade de bens de controladores e ex-gestores. Para o público, a principal consequência é a mudança na forma de atendimento e no caminho para reaver valores: parte dos recursos pode ser coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), enquanto outros créditos precisam ser habilitados no processo de liquidação.
Instituições faziam parte do conglomerado do Master
Foto: • Rovena Rosa | Agência Brasil
Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central anunciou medidas de intervenção que culminaram na liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi tomada em meio a apurações e à deterioração das condições da instituição, conforme relatos de cobertura jornalística e comunicados públicos.
A liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo, instituição ligada ao grupo de Vorcaro, passou a ser tratada como um caso de grande repercussão no sistema financeiro, com impactos para clientes, credores e o mercado em geral. Desdobramentos de natureza investigativa foram noticiados na imprensa após o decreto do BC.
Após a decretação da liquidação, o FGC divulgou comunicado ao mercado explicando o rito para pagamento de garantias, seguindo as regras do fundo e tendo como base as informações repassadas pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.
De acordo com registro da Agência Brasil, a liquidação extrajudicial alcançou o grupo, com efeitos como a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores, conforme comunicado do BC. A decisão retirou a gestão das mãos dos antigos administradores e transferiu ao liquidante a condução operacional e contábil da instituição.
Em comunicado próprio, o FGC informou que os pagamentos aos clientes seguem o regulamento do fundo e dependem do envio de dados pelo liquidante, mantendo o procedimento padrão adotado em casos de intervenção e liquidação bancária.
Para correntistas e investidores de varejo, a referência imediata passa a ser o FGC. O fundo costuma cobrir produtos elegíveis até os limites e regras previstos em seu regulamento, sendo necessário acompanhar os canais oficiais do FGC e as orientações do liquidante para saber prazos, formas de pagamento e documentação exigida.
Quem tem valores não cobertos ou fora das regras do FGC precisa recorrer à habilitação de crédito na liquidação. Nesses casos, os créditos são analisados e classificados dentro do processo de liquidação, em um trâmite mais demorado e sujeito a etapas formais.
Para o mercado e instituições públicas ou privadas expostas ao Banco Master, a liquidação tende a provocar revisões de políticas de investimento e de gestão de risco, além de pressões por maior transparência sobre carteiras e contrapartes. Esse debate ganhou força na cobertura econômica após a decisão do BC.
A tendência é que o processo siga com a atuação do liquidante, consolidação de informações, publicação de orientações operacionais e avanço das etapas de pagamento de garantias pelo FGC (quando aplicável) e de habilitação e classificação de créditos não cobertos.
Como a liquidação do Banco Master Múltiplo está associada a desdobramentos investigativos noticiados pela imprensa, novas decisões administrativas e judiciais podem impactar o ritmo e o alcance das medidas patrimoniais e de responsabilização.
Até o momento, as informações públicas mais consistentes se concentram no marco inicial de 18 de novembro de 2025 e em desdobramentos posteriores já noticiados. Eventuais novidades específicas relativas à data de 17 de março de 2026 ainda estavam em apuração no momento desta checagem.