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O dólar abre nesta terça-feira (17) sob influência direta da escalada da guerra no Oriente Médio e dos reflexos sobre o petróleo, enquanto o mercado se prepara para um dia de forte sensibilidade a risco. A pressão geopolítica volta a colocar a commodity no centro das atenções e tende a mexer tanto com o câmbio quanto com o humor da Bolsa brasileira, que inicia os negócios às 10h.
Investidores também acompanham a divulgação do IGP-10 de março, da FGV, e outros indicadores que ajudam a calibrar expectativas para inflação, juros e crescimento — variáveis que alimentam a formação do preço do dólar, dos ativos de renda variável e do custo do crédito.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
As cotações do petróleo vêm renovando altas em meio ao aumento do risco geopolítico na região e ao temor de interrupções de oferta em rotas estratégicas. O Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia relevante do comércio global de energia, é hoje um dos principais pontos de atenção dos mercados, pois qualquer restrição ao tráfego ali tende a disparar movimentos rápidos em preços e expectativas.
Nesse ambiente, o dólar costuma reagir ao aumento da aversão ao risco, em um movimento típico de busca por proteção em momentos de estresse global. Já o Ibovespa tende a oscilar conforme o comportamento das commodities e a leitura dos investidores sobre o impacto do petróleo mais caro na inflação e nos juros.
No curto prazo, a combinação entre guerra no Oriente Médio, encarecimento da energia e incerteza sobre cadeias de suprimentos amplia a volatilidade de ativos de risco e de moedas emergentes, incluindo o real.
No Brasil, um dos destaques do dia é a divulgação do IGP-10 de março pela Fundação Getulio Vargas (FGV), prevista no calendário de 2026 para 17/03/2026. O indicador é acompanhado de perto por agentes do mercado por trazer sinais sobre pressões de preços em diferentes etapas da economia, da produção ao consumo.
Em paralelo, estimativas para inflação e para a taxa Selic ao fim de 2026, compiladas no Boletim Focus e destacadas em publicação de 26/01/2026, seguem como referência importante para a leitura de cenário. Essas projeções ajudam a balizar decisões de investimento, custos de financiamento e expectativas para o câmbio e a Bolsa.
No dia a dia, a alta do petróleo tende a se traduzir, com alguma defasagem, em pressão sobre combustíveis como gasolina e diesel. Isso eleva custos de transporte e pode alimentar um movimento mais amplo de reajustes de preços ao consumidor, afetando tanto o orçamento das famílias quanto a estrutura de custos das empresas.
Para quem viaja ou consome produtos importados, um ambiente de maior tensão externa e busca por proteção costuma fortalecer o dólar, encarecendo pacotes turísticos, passagens, eletrônicos e outros itens dolarizados. Movimentos bruscos da moeda americana em dias de estresse geopolítico podem alterar rapidamente o planejamento financeiro de pessoas e empresas.
Na Bolsa, o efeito é desigual: setores ligados a commodities podem reagir de forma diferente de segmentos mais sensíveis a juros, consumo interno e crédito. A percepção sobre quanto tempo o choque do petróleo vai durar e qual será o impacto sobre a inflação é decisiva para a formação de preços dos ativos.
No curto prazo, o foco dos agentes financeiros está em três frentes principais. A primeira é a leitura dos dados locais, em especial a divulgação do IGP-10 desta terça (17/03/2026) e seus sinais sobre a trajetória dos preços. A segunda é o acompanhamento, em tempo quase real, da evolução do conflito no Oriente Médio e de qualquer mudança concreta nas condições de segurança e de tráfego em rotas de energia como o Estreito de Ormuz.
Por fim, no Brasil, investidores seguem ajustando apostas para juros e inflação conforme novas informações de preços e o cenário externo. Em um ambiente em que petróleo, dólar e risco geopolítico caminham juntos, a tendência é de manutenção de um quadro de elevada volatilidade para os próximos dias.