INSS suspende novos consignados com C6 após CGU apontar 320 mil contratos irregulares

Instituto cita descumprimento de acordo e avalia reter repasses ao banco até devolução de R$ 300 milhões a aposentados e pensionistas

17/03/2026 às 09:58 por Redação Plox

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu, nesta terça-feira (17/3), a formalização de novos contratos de empréstimo consignado em parceria com o Banco C6 Consignado S.A. A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) apontar pelo menos 320 mil contratos com possíveis irregularidades, resultando na cobrança de R$ 300 milhões que deverão ser devolvidos a aposentados e pensionistas.


Instituto alegou que banco estaria realizando descontos indevidos. Além de interromper parceria, INSS ameaçou paralisar repasse de descontos.

Instituto alegou que banco estaria realizando descontos indevidos. Além de interromper parceria, INSS ameaçou paralisar repasse de descontos.

Foto: Divulgação / c6.




Segundo o INSS, a medida foi motivada pelo suposto descumprimento das cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica firmado com o banco, em razão da ocorrência de descontos considerados indevidos sobre benefícios previdenciários.

INSS também ameaça suspender repasses já descontados

No despacho assinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, o instituto determinou, além do bloqueio de novas operações, a possibilidade de suspensão do repasse ao banco dos valores já descontados dos beneficiários em contratos de consignado.


O ato estabelece que a interrupção da parceria valerá até a devolução dos valores apontados como cobrados de forma indevida, referentes a pacotes de serviço vinculados aos benefícios administrados pelo INSS, com atualização monetária.

Suspender o recebimento de novas averbações de operações de crédito consignado previsto no Acordo de Cooperação Técnica celebrado com o Banco C6 Consignado S.A., com fundamento no art. 12 da Instrução Normativa PRES/INSS nº 138, de 10 de novembro de 2022, até que que sejam restituídos os valores cobrados indevidamente a título de pacotes de serviço com dedução nos benefícios administrados pelo INSS, devidamente corrigidos.

despacho assinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Junior

C6 Bank nega irregularidades e promete ir à Justiça

Em nota, a instituição financeira afirmou discordar da interpretação do órgão, negou ter cometido irregularidades e informou que pretende buscar uma solução na esfera judicial.


Na manifestação, o banco declarou que respeitou todas as normas vigentes, que a contratação do crédito consignado não teria sido condicionada à aquisição de outros produtos e que não realiza descontos mensais relativos a pacotes de benefícios atrelados aos contratos.

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