Operação Colmeia mira tráfico na Lapa e prende 11 no Rio

Ação cumpre 28 mandados contra suspeitos ligados ao Comando Vermelho; DC-Polinter coordena operação com apoio da Core e do Bope e faz diligências também no Fallet/Fogueteiro e no Morro dos Prazeres

17/03/2026 às 08:28 por Redação Plox

As forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram nesta terça-feira, 17 de março de 2026, a Operação Colmeia, voltada ao combate ao tráfico de drogas na Lapa, tradicional bairro boêmio na região central da capital. Até a última atualização informada, 11 pessoas haviam sido presas, dentro de um total de 28 mandados de prisão preventiva expedidos contra suspeitos apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV) que atuariam na venda de entorpecentes na área.


Casa de Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu

Casa de Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu

Foto: Divulgação/PCERJ

Casa de Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu

Casa de Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu

Foto: Divulgação/PCERJ


Forças de elite em ação na Lapa

A ofensiva é coordenada pela Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e mobiliza efetivos especializados, incluindo a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar.

Entre os alvos citados está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, apontado no material como uma das lideranças do CV e já descrito como foragido por outros crimes. A informação sobre seu status e mandados pendentes ainda depende de confirmação em documento ou nota pública oficial.

O material também informa que os investigados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). As diligências se estendem para além da Lapa e alcançam áreas como Fallet/Fogueteiro e Morro dos Prazeres, citadas como pontos ligados à dinâmica do tráfico investigada.

Articulação do tráfico entre morros e o Centro

As investigações, iniciadas no ano passado, identificaram que a estrutura de venda de entorpecentes na Lapa estaria ligada ao complexo do Fallet/Fogueteiro, onde parte dos mandados é cumprida. Segundo o material, dali sairia a articulação do fornecimento de drogas para o bairro boêmio, em conexão com outras comunidades.

Nesse contexto, agentes chegaram à casa de Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu, que já se encontrava encarcerado. O imóvel, localizado no alto do morro e ainda em obras, foi descrito com estrutura de “mansão”, incluindo academia, cozinha integrada à sala e terraço com piscina, churrasqueira e vista para a comunidade. Também há diligências em andamento na própria Lapa e no Morro dos Prazeres.

A apuração mencionada no texto-base identificou ainda a existência de “gerentes de carga”, classificados como pessoas sem antecedentes criminais nem mandados anteriores, responsáveis pela logística do tráfico. Esse aspecto também aguarda validação em decisão judicial ou documento público.

Impacto para moradores e circulação

Para moradores e comerciantes da Lapa e do entorno, a presença de Core e Bope tende a resultar em interdições pontuais de vias, aumento de abordagens e mudanças no fluxo de pessoas, sobretudo nos acessos ao Centro do Rio. A circulação entre as regiões centrais e comunidades como Fallet/Fogueteiro e Prazeres também pode ser afetada por reforço policial e restrições temporárias, a depender do andamento das diligências.

No cenário mais amplo da segurança pública, a Operação Colmeia mira a estrutura de venda e logística do tráfico na região central, com potencial de desdobramentos em novas fases, incluindo buscas, apreensões e novas prisões, conforme o avanço das investigações.

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