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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) devem se reunir nos próximos dias para discutir o cenário eleitoral de 2026 em Minas Gerais. A conversa é tratada por aliados como potencialmente decisiva para a definição do palanque do governo federal no segundo maior colégio eleitoral do país, em meio à indefinição sobre a candidatura de Pacheco ao governo mineiro e a possibilidade de troca de partido.
Lula já chegou a chamar Pacheco de “futuro governador” durante um evento em Mariana
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Coluna do SBT News publicada em 10 de março de 2026 aponta que Lula pretende ter uma conversa “decisiva” com Pacheco para “acertar” a candidatura do senador ao governo de Minas, após o avanço nas definições de palanques em outros estados.
O tema ganhou força desde fevereiro, quando O TEMPO noticiou que um encontro “na próxima semana” poderia “selar” a candidatura, dentro de uma rodada de conversas com atores centrais da montagem de chapa em Minas.
No pano de fundo, está um quadro de palanques ainda indefinidos tanto para a esquerda quanto para a direita em Minas, com múltiplos nomes em circulação e disputas internas em partidos considerados decisivos para a composição eleitoral de 2026.
Em resolução política divulgada em dezembro de 2025, o Diretório Estadual do PT em Minas estabeleceu como prioridade a reeleição de Lula em 2026 e defendeu a construção de uma “frente ampla” no estado para apresentar um projeto alternativo ao grupo que hoje governa Minas.
O texto sinaliza que a estratégia petista passa por alianças amplas e não necessariamente por uma candidatura própria ao governo mineiro, o que abre espaço para a acomodação de Pacheco em um arranjo mais amplo de forças políticas.
Até o momento, porém, não há anúncio oficial do Planalto, do PT ou do PSD confirmando a data exata da reunião prevista para esta semana (17 a 23 de março de 2026), nem a decisão final de Pacheco sobre disputar ou não o governo de Minas. O status segue sendo de articulação em curso e informações ainda em apuração quanto à agenda fechada e ao desfecho político.
A eventual confirmação de Pacheco como candidato é vista como um movimento com potencial de reorganizar alianças e influenciar diretamente a estrutura da disputa em 2026. Para o eleitor mineiro, a definição tende a impactar quem terá mais estrutura partidária, tempo de TV e capilaridade de palanques regionais no estado.
Para partidos e lideranças locais, a movimentação pode acelerar trocas de legenda e negociações de federações ou coligações, especialmente se a candidatura de Pacheco depender de acomodação fora do PSD em Minas Gerais.
Na disputa presidencial, Minas é tratado por analistas e articuladores como um estado-chave. Por isso, o Planalto busca construir um palanque competitivo em um território hoje comandado por um grupo político adversário ao PT, o que aumenta o peso da decisão sobre o futuro de Pacheco e sua eventual mudança de sigla.
Ao longo da semana de 17 a 23 de março de 2026, a atenção de partidos e observadores da cena política estará voltada para a agenda oficial de Lula e Pacheco, para confirmar se o encontro será realizado e se haverá algum comunicado público após a conversa no sentido de consolidar a estratégia em Minas.
Outro ponto em observação são os sinais sobre a definição partidária envolvendo o senador e as alianças locais, já que avaliações internas apontam que o desenho eleitoral pode depender do encaixe em outra sigla e do arranjo com forças regionais.
Também estará no radar o comportamento do PT-MG e de aliados na implementação da estratégia de “frente ampla” e na composição de chapas para o governo e o Senado em 2026, em linha com as diretrizes já aprovadas pela instância estadual do partido.