Menina de 9 anos ensina idoso de 68 anos a ler e escrever. Cena comove web

17/04/2019 09:13

Idoso vende seus produtos há 44 anos na porta do colégio particular em que a garota estuda

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Uma cena percorreu as redes sociais e tem chamado a atenção do país pelo exemplo de solidariedade: uma menina de apenas 9 anos alfabetizando um vendedor de picolés de 68. A atitude da menina foi flagrada pela psicopedagoga e professora Risélia Maria, do Colégio Diocesano do Crato, no Ceará, sem que a dupla percebesse.


Bárbara Costa é a professorinha, Francisco Santana “Zezinho”, o aluno dedicado e com sede de aprender. Sentados no chão, em frente à escola, estão entre livros e cadernos. Zezinho é natural de Crato, vende picolé desde pequeno e não conseguiu estudar. 


Bárbara, que sonha em ser médica, veterinária ou chef de cozinha, elogia o aluno: “O Zezinho merece um dez!”. Ela comenta que às vezes, escreve uma palavra com tracinhos para ele cobrir, como ‘picolé’ e ‘amor’. Também coloca as letras para o aluno juntar. 



O progresso é comemorado pelo idoso, que nem acreditava que pudesse aprender coisas novas, devido à idade. “Já sei assinar meu nome e juntar algumas letras. Ela me ensina aos pouquinhos e eu vou aprendendo devagar”, conta emocionado.


Com o alcance da história, a escola está montando um material de alfabetização para o idoso. Risélia também está o ajudando a aprender. “Francisco diz que o tempo dele é corrido por conta dos picolés, mas a Risélia está bem disponível. É só ele querer”, diz Nágela Maia, coordenadora pedagógica. 

(foto: Colégio Diocesano/Divulgação)

Vendedor de picolé não pôde estudar quando jovem- Foto: Colégio Diocesano/Divulgação


Risélia confessa que o que aprendeu com a atitude de Bárbara a comoveu muito, e que, como educadora, foi também um aprendizado. Ela se cobra também, pelo fato de Zezinho vender picolé nas proximidades do colégio, e não ela ou a escola não terem tomado a iniciativa de o ensinar.

“Eu mesma sou ex-aluna da escola e fui ‘cliente’ dele na infância. Leciono faz mais de 30 anos. Precisou que eu presenciasse aquela cena para me tocar”. Mas, Bárbara mostra que nunca é tarde para ensinar, e Zezinho, que nunca é tarde para aprender.

 

(foto: Colégio Diocesano/Divulgação)

 Aluno Zezinho e professora Bárbara- Foto: Colégio Diocesano/Divulgação

Atualizada às 11h06



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