Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj após boicote da oposição

Deputado do PL venceu com 44 votos e comandará o Legislativo fluminense até o fim de 2026; partidos tentaram suspender o processo, mas TJ-RJ negou

17/04/2026 às 12:27 por Redação Plox

O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação ocorreu em meio a um boicote da oposição, que deixou o plenário por discordar do formato aberto do processo.


Oposição se ausenta e eleição ocorre com voto aberto

Com 44 votos favoráveis, Ruas assume o comando do Legislativo fluminense até o fim de 2026. Ele foi o único inscrito na disputa e também é pré-candidato ao governo do estado nas próximas eleições.

Ao todo, havia 45 deputados presentes no momento da votação e 25 ausentes. Eram necessários 36 parlamentares para que a eleição ocorresse.

Além de Douglas Ruas, o deputado Doutor Deodalto (PL) foi eleito para o cargo de 2º secretário.

Deputado Douglas Ruas • Reprodução/Redes Sociais

Deputado Douglas Ruas • Reprodução/Redes Sociais


Pedido para suspender a eleição foi negado pelo TJ-RJ

Ao longo da semana, nove partidos — PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV — protocolaram um pedido para suspender a eleição. A solicitação, porém, foi negada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O boicote foi apresentado como forma de protesto contra a decisão judicial que manteve o voto aberto. Paralelamente à retirada da candidatura de Vitor Junior (PDT), um grupo formado por 25 deputados de nove partidos já havia anunciado que não participaria da votação.

Eleição anterior havia sido anulada no mesmo dia

No último dia 26, Douglas chegou a ser eleito presidente da Alerj em uma sessão extraordinária, mas a votação foi questionada e anulada no mesmo dia pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A anulação ocorreu porque havia uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinando a retotalização dos votos das eleições de 2022, em razão da cassação do mandato do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União). Segundo o relato, a Assembleia Legislativa não seguiu a determinação e abriu uma votação interna sem cumprir a decisão da Corte.

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