Xuxa volta a falar sobre boatos de “pacto” e recebe defesa de teólogo em vídeo

Alan Gentil afirmou que não há associação religiosa no conteúdo da apresentadora e explicou como surgiu a tese de mensagens satânicas em “Ilariê” ao contrário.

17/04/2026 às 18:44 por Redação Plox

A apresentadora Xuxa Meneghel voltou a comentar uma das polêmicas mais persistentes que atravessam sua trajetória pública: a associação de seu trabalho a supostos pactos demoníacos.

Ao longo da carreira, ela também esteve no centro de outras controvérsias, como acusações de apologia à pedofilia por sua atuação em um filme e críticas sobre a imposição de padrões de beleza rígidos às Paquitas.

Nesta semana, o teólogo progressista Alan Gentil publicou um vídeo em defesa da artista.

Ele afirmou que não há qualquer pacto ou associação religiosa no conteúdo de Xuxa e explicou como se consolidou a tese de que a música Ilariê traria mensagens satânicas quando reproduzida ao contrário.

Xuxa Meneghel

Xuxa Meneghel

Foto: Frame de vídeo / YouTube / Chango TV



Xuxa responde em comentário e agradece apoio

Xuxa se manifestou por meio de um comentário na publicação feita pelo teólogo:

— Puxa, você fez um carinho na minha alma; meu coração agradece e se sente abraçado. Por muitos anos me perguntei por que deram tanta força ao diabo e não a Deus. Minhas mensagens sempre foram de alegria e amor… OBRIGADA. Que Deus te dê em dobro

disse a artista.

Teólogo aponta pareidolia auditiva como explicação para “mensagens”

Alan Gentil classificou a interpretação antiga como uma “aberração” e afirmou que a suposta identificação de mensagens demoníacas teria sido construída a partir da técnica conhecida como pareidolia auditiva.

Segundo ele, trata-se de um fenômeno psicológico em que o cérebro tenta transformar sons aleatórios em padrões familiares, como palavras já conhecidas.

Quem é Alan Gentil

Brasileiro radicado na Itália, Alan é graduado em Teologia, tem mestrado em Religião, Direitos Humanos e Sociedade e doutorado em Teologias Contextuais.

Ele atuou por quatro anos como pastor adventista e deixou a função para defender uma abordagem mais aberta, ecumênica e baseada no diálogo entre religiões.

Apesar de utilizar a Bíblia como principal base de seus conteúdos, o teólogo também tem publicações em que defende religiões de matriz africana e propõe questionamentos sobre interpretações tradicionais das Escrituras, com leituras mais amplas alinhadas a pautas como feminismo, racismo e questões de gênero.

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