Representantes da saúde cobram repasses do governo para combate à dengue

17/05/2019 11:47

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Um grupo de representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) estiveram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nessa quinta-feira, 16 de maio, cobrando os repasses de verbas atrasados à saúde no Estado. No Estado, já se tem registro de mais de 247 mil possíveis casos de dengue, com 38 mortes confirmadas. Além disso, o combate ao Aedes Aegypt passa pela falta de dinheiro, e ainda há falta de insulina e de remédios. O foco foi a questão do aumento dos casos de dengue, mas todos esses problemas foram relatados pelos conselheiros.

Dengue Agência Minas

Foto: Reprodução/Agência Minas 

Lá, o grupo pediu a disponibilização de quase R$ 5 bilhões atrasados às prefeituras, por meio de acordo da ALMG ao governo de Romeu Zema. As despesas da saúde são da ordem de R$ 4,8 bilhões. Eduardo Luiz da Silva, secretário de Saúde de Taiobeiras, e presidente do Cosems, disse que esses quase R$ 5 bilhões são acumulados a partir de dezembro de 2018 e esclareceu que a intenção é negociar “um acordo para pagamento de R$ 4,8 milhões com os municípios para serviços de saúde”. 

Agostinho Patrus (PV), presidente da ALMG, se mostrou disponível para apoiar o colegiado: “Vimos que é um pedido desesperado de apoio, para que os que estão à frente da saúde busquem ações. A Assembleia será uma parceira importante não só dos gestores municipais, dos consórcios, mas para aqueles que têm problemas no dia a dia em suas cidades. Sabemos das dificuldades financeiras que o estado passa, mas saúde é fundamental”, comentou o deputado.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) alegou um déficit deixado pelo governo anterior de R$ 34,5 bilhões, mas informou que tem ido em busca de resolução para os problemas do Estado. “O acordo firmado pelo governador Romeu Zema com a Associação Mineira de Municípios, para o repasse de R$ 6 bilhões devidos pela gestão anterior, além de R$ 1 bilhão, referente a janeiro deste ano, comprova os esforços. Da mesma forma, é prioridade a busca pelo atendimento das demandas em atraso relativas à saúde. O estado reforça a necessidade de um ajuste fiscal, para que possa prestar o devido serviço à população e auxiliar as prefeituras em programas prioritários, como os de saúde”, afirmou, por meio de uma nota.

Atualizada às 14h30



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