Farmacêutica destaca riscos em ter uma “farmacinha” em casa

17/06/2019 13:31

Automedicação, armazenamento errado e vencimento estão entre os problemas

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É muito comum ir na casa de qualquer brasileiro e encontrar aquela tradicional “farmacinha” cheia de medicamentos para dores de cabeça, corpo ou estomacal. Este hábito, que parece tão inofensivo, pode esconder riscos à saúde que vão desde os perigos da automedicação, armazenamento incorreto e até o agravamento da doença, conforme enumera Ana Cláudia, farmacêutica.

Medicamentos isentos de prescrição para dor, febre e inflamações, por exemplo, são os mais comuns nas residências e também os maiores causadores de intoxicação, alerta a profissional. “O uso excessivo de medicamentos podem resultar em reações alérgicas. Além disso, o armazenamento das ‘farmacinhas’ no banheiro ou em cima da geladeira, por exemplo, não garante a integridade e estabilidade dos medicamentos, pois nesses locais eles ficam sujeitos à umidade e ao calor”, orientou.

Foto: Reproduçãofarmacinha

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que mais de 10% das internações hospitalares são causadas por reações adversas a remédios, e o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) afirma que essas drogas ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicação.

Ana Cláudia alerta que qualquer tratamento pressupõe um diagnóstico feito por um médico e uma interferência no tratamento pode acarretar problemas sérios, desde interação medicamentosa até agravamento de doenças pré-existentes, como diabetes, problemas renais, cardíacos e hepáticos.

Outro alerta da especialista é para o armazenamento adequado de cada medicamento, dentro das embalagens originais, acompanhados de suas respectivas bulas. É preciso ficar muito atendo às datas de validade e quando expirar o período indicado para uso a orientação é entregá-los diretamente em farmácias e drogarias mais próxima do bairro.

“Jamais descarte medicamentos no sanitário ou no lixo comum. Os medicamentos têm substâncias que podem contaminar o solo e a água e trazer riscos à população e ao meio ambiente”, alerta.



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