STJ mantém prisão preventiva de Buzeira e nega pedido de domiciliar

Quinta Turma decidiu por unanimidade e apontou elementos concretos citados no processo; defesa alegou excesso de prazo e necessidade de acompanhar filho com problema de saúde, mas não apresentou comprovação documental suficiente, segundo o colegiado.

17/06/2026 às 15:07 por Redação Plox

STJ mantém Buzeira preso e rejeita pedido de prisão domiciliar

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. No julgamento concluído nesta terça-feira (16), o colegiado rejeitou um recurso apresentado pela defesa no habeas corpus 1.054.198/SP.

Polícia Federal apura um esquema de lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação

Para os ministros, a ordem de prisão está sustentada em elementos concretos e permanece necessária para a garantia da ordem pública. O relator, ministro Messod Azulay Neto, destacou que Buzeira teria sido um dos maiores destinatários de recursos enviados por outro investigado na Operação Narco Bet. Conforme os autos, mais de R$ 19 milhões teriam sido transferidos diretamente para a empresa Buzeira Digital.

Defesa alegou excesso de prazo e situação familiar

Os advogados sustentaram que não havia fundamentação individualizada para manter a prisão, alegaram excesso de prazo e pediram a aplicação de medidas cautelares menos severas. A defesa também solicitou a conversão da custódia em prisão domiciliar devido ao estado de saúde de um dos filhos do influenciador.

O pedido domiciliar foi rejeitado porque, segundo os votos, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a doença da criança nem demonstrar que a presença do pai seria indispensável aos cuidados. Apesar de manter a prisão, o STJ recomendou que o juízo responsável reavalie periodicamente a necessidade da medida, como determina o Código de Processo Penal.

Operação investiga dinheiro do tráfico em bets

Buzeira está preso desde outubro de 2025, quando foi deflagrada a Operação Narco Bet. A investigação da Polícia Federal apura um esquema de lavagem de dinheiro supostamente vinculado ao tráfico internacional de drogas, com uso de criptomoedas, remessas ao exterior e estruturas empresariais ligadas a plataformas de apostas eletrônicas.

Na ocasião, a operação cumpriu 11 ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 630 milhões em bens e valores dos investigados.

Em junho, o Ministério Público Federal confirmou o oferecimento de denúncia contra Buzeira e outros quatro investigados da Narco Bet. Como o processo tramita sob sigilo, o órgão não divulgou detalhes adicionais. A manutenção da prisão é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva. O caso segue em análise na Justiça Federal, que também deverá reexaminar a necessidade da custódia preventiva.

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