Haddad critica Tarcísio e cobra autocrítica por apoio a Trump após tarifa dos EUA
Pré-candidato ao governo paulista afirmou que São Paulo deve ser o estado mais afetado pela taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros.
17/07/2026 às 09:30por Redação Plox
17/07/2026 às 09:30
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quinta-feira (16), após o governo dos Estados Unidos decidir impor uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros. Pré-candidato ao governo paulista, Haddad afirmou que Tarcísio deveria rever o apoio político dado ao presidente norte-americano Donald Trump.
Fernando Haddad
Foto: Fotos: Diogo Zacarias/MF
Haddad cobra autocrítica de Tarcísio
Durante conversa com jornalistas, Haddad classificou como uma “ingenuidade muito grande” o alinhamento de Tarcísio com Trump. Ele defendeu que o governador faça uma autocrítica diante das consequências comerciais da decisão norte-americana.
O ex-ministro também argumentou que o Brasil não está em conflito com os Estados Unidos, mas enfrenta uma medida adotada especificamente pelo governo Trump. Para Haddad, políticos brasileiros que apoiaram o presidente norte-americano precisam reconsiderar essa posição diante do novo cenário econômico.
São Paulo seria o estado mais atingido
Haddad afirmou ainda que São Paulo deverá ser o estado brasileiro mais afetado pelas novas tarifas. A avaliação foi apresentada por ele ao defender a união dos paulistas e das diferentes correntes políticas em torno dos interesses econômicos do país.
A cobrança ocorre em meio às discussões dentro do governo paulista sobre os possíveis impactos do tarifaço. Aliados de Tarcísio defendem cautela e o levantamento dos prejuízos para empresas e setores exportadores instalados no estado, enquanto integrantes da ala bolsonarista cobram uma reação mais alinhada à oposição ao governo federal.
Governo prepara apoio a empresas
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que a decisão dos Estados Unidos prevê uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros. O governo federal também anunciou a preparação de um programa de apoio às empresas atingidas, cujas medidas ainda deverão ser detalhadas.