PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Justiça nega suspensão de anúncios da Blaze com Virginia em ação de R$ 120 milhões.
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Na análise inicial, a magistrada considerou que os documentos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios indicam possível incompatibilidade de práticas publicitárias com normas de proteção ao consumidor e de regulamentação das apostas.
Juíza reconhece indícios, mas afasta urgência.
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Apesar disso, a juíza concluiu que não foi demonstrado um risco específico, iminente ou irreparável que justificasse a adoção das medidas antes de ouvir as partes envolvidas. Ela também ponderou que uma suspensão imediata teria alcance nacional e poderia interferir em campanhas, conteúdos digitais, contratos privados e estratégias comerciais.
A ação civil pública foi ajuizada pelo MPDFT contra Virginia e a Foggo Entertainment Ltda., empresa responsável pela operação da Blaze no Brasil. O órgão pede a condenação solidária das partes ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
A promotoria sustenta que teriam sido utilizadas estratégias capazes de transmitir a ideia de ganhos fáceis, minimizar os riscos das apostas e dificultar a identificação de determinados conteúdos como publicidade. Entre os pedidos estão a retirada de publicações consideradas enganosas e a suspensão de mecanismos de remuneração de influenciadores vinculados ao desempenho econômico das apostas ou às perdas dos usuários.
A negativa da medida urgente não representa uma decisão final sobre as acusações apresentadas pelo Ministério Público. A Blaze e Virginia deverão ser citadas para apresentar contestação, e o pedido poderá ser reavaliado após a manifestação das defesas ou caso novos elementos sejam incluídos no processo.