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    Trombose pulmonar, doença que pode agravar os casos de COVID-19

    Coronavírus gera um estado pró-inflamatório e pró-trombótico nos pacientes mais graves

    Por Plox

    18/01/2022 17h06 - Atualizado há 4 meses

    A trombose no pulmão, também conhecida como trombose pulmonar ou tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma doença grave e de alta mortalidade, podendo ser até duas vezes mais letal que o infarto agudo do miocárdio. “O tromboembolismo pulmonar mata aproximadamente 13% dos acometidos e a mortalidade pode chegar em até 70% nos casos de TEP maciço, somando aproximadamente 100 mil mortes só nos Estados Unidos”, contextualiza o médico cardiologista Roberto Yano.

    Por que essa doença é tão grave e fatal? O Doutor Roberto Yano explica: "na maioria dos casos, forma-se um coágulo em alguma veia profunda da perna. Então este coágulo, pode se desprender e ir em direção da artéria pulmonar, entupindo a artéria, o que irá prejudicar a troca gasosa de oxigênio. O sangue do paciente torna-se incapaz de carregar oxigênio suficiente para nutrir todas as nossas células”, afirma Doutor Yano.

    Foto: divulgação

     

    Os sintomas da doença são falta de ar, tosse, tosse com sangue, tontura, dor no peito, respiração rápida, desmaio e pode gerar até mesmo morte súbita. Portanto, o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o mais rápido possível e salvar a vida do paciente.

    Diagnóstico

    O cardiologista Roberto Yano descreve como a doença pode ser diagnosticada: ”podemos realizar um ultrassom venoso das pernas quando suspeitamos de trombose venosa profunda. Pois é dela que se origina o trombo que pode levar à TEP. Além disso, o tratamento inicial, seja para trombose das pernas ou do pulmão, será na maioria dos casos o mesmo: uso de anticoagulantes” contextualiza o especialista em cardiologia.

    Um exame para excluir o TEP é o dímero D: “quando o valor do exame está normal, descartamos a doença. Caso haja alteração no resultado, é dada continuidade à investigação da patologia. Atualmente, um dos exames mais utilizados para diagnosticar a doença é angiotomografia pulmonar”, alerta o médico Roberto Yano. Outros exames utilizados são a cintilografia pulmonar e o cateterismo pulmonar.

    Fatores de risco e prevenção

    Os fatores de risco para o tromboembolismo pulmonar são: tabagismo, imobilização ou cirurgia nas últimas 4 semanas, viagens longas de mais de 5 horas, obesidade e câncer. “Para prevenção, é essencial se movimentar e se exercitar diariamente. Alimentar-se de forma saudável e no caso de cirurgia e tentar na medida do possível, movimentar o membro conforme a orientação do seu médico”, informa o cardiologista Roberto Yano.

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