Nikolas anuncia representação no MP-RJ contra presidente da Acadêmicos de Niterói por suposta intolerância religiosa
Deputado afirma que cristãos foram retratados em uma “lata de sardinha” durante desfile em homenagem a Lula e pede apuração com base na Constituição e na Lei 7.716/89; escola diz sofrer perseguição política
18/02/2026 às 11:31por Redação Plox
18/02/2026 às 11:31
— por Redação Plox
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) anunciou que vai protocolar uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, por suposto crime de intolerância religiosa.
De acordo com o parlamentar mineiro, a escola teria praticado intolerância ao retratar cristãos em uma “lata de sardinha” durante o desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na Marquês de Sapucaí, na noite de domingo (15). Para ele, a encenação ultrapassou o limite da crítica política e passou ao campo do preconceito contra religiosos.
Deputado Nikolas Ferreira vai acionar MP do Rio contra presidente de escola de samba
Foto: Reprodução/Redes Sociais
No desfile da Acadêmicos de Niterói, a ala que retratou os cristãos numa “lata de sardinha” como se fossem algo a ser descartado, ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso. A própria OAB-RJ reconheceu o episódio como intolerância.
Nikolas Ferreira
Base jurídica e pedido de investigação
Nikolas Ferreira menciona a garantia constitucional da liberdade religiosa e a Lei 7.716/89, que prevê punição para atos de discriminação por motivo de religião, como fundamentos para a iniciativa. O deputado afirma que vai representar contra o presidente da Acadêmicos de Niterói, na condição de autor intelectual do desfile, pedindo a apuração dos fatos pelo Ministério Público fluminense.
O parlamentar destaca a diferença entre manifestação cultural e violação de direitos, ao sustentar que “Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”.
Acadêmicos de Niterói fala em perseguição política
Em nota divulgada nas redes sociais, a Acadêmicos de Niterói reagiu às críticas e afirmou ser alvo de perseguição política desde a escolha do enredo para o Carnaval de 2026.
Segundo o texto, a escola relata ter sofrido ataques políticos, enfrentado resistência de setores conservadores e lidado com pressões de gestores do próprio Carnaval Carioca. A nota afirma ainda que houve tentativas de interferência na autonomia artística da agremiação, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras iniciativas que, na avaliação da escola, buscavam limitar e silenciar sua expressão cultural.
A controvérsia amplia o embate entre atores políticos e o universo das escolas de samba em torno dos limites da crítica social e política nos desfiles e da proteção à liberdade religiosa garantida em lei.