STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um estudante de 13 anos foi apreendido após esfaquear dois colegas dentro de uma escola municipal em Belo Horizonte, na manhã de 17 de junho de 2024. O ataque ocorreu na Escola Municipal Governador Carlos Lacerda, no bairro Ipiranga, Região Nordeste da capital, durante o intervalo das aulas.
As vítimas são uma aluna de 12 anos e um aluno de 13. Ambos foram socorridos e levados ao Hospital Odilon Behrens. A ocorrência foi registrada como ato infracional análogo ao crime de homicídio tentado, conforme a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Imagem ilustrativa de sala de aula
Foto: Pixabay
De acordo com informações reunidas a partir de reportagem do Estado de Minas, o adolescente atingiu primeiro a aluna. Em seguida, feriu o colega que tentou intervir para conter a agressão. A menina sofreu cortes superficiais e precisou levar pontos. O outro estudante teve um corte na mão e recebeu alta médica após atendimento.
A PCMG informou que o autor do ataque foi apreendido em flagrante e encaminhado à Vara da Infância e Juventude, após os procedimentos de polícia judiciária. O caso segue em investigação para esclarecimento completo das circunstâncias e da motivação.
Permanece em apuração a dinâmica exata do episódio. A versão de que o adolescente teria atraído um colega até o banheiro para esfaqueá-lo, atribuída à Polícia Militar em outros relatos, não aparece confirmada nas fontes citadas nesta checagem. O que está verificado é o ataque durante o intervalo e a apreensão do aluno.
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a apreensão do estudante e o registro da ocorrência como ato infracional análogo a tentativa de homicídio, com encaminhamento ao sistema de Justiça da Infância e Juventude.
Segundo informado pela Prefeitura de Belo Horizonte à reportagem do Estado de Minas, a família do adolescente apresentou à escola um laudo com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) e atraso mental.
Casos de violência dentro de unidades de ensino, como o ataque em escola de MG, costumam provocar mudanças imediatas na rotina de pais, alunos e profissionais. Entre as medidas frequentes estão reforço na vigilância, eventual suspensão de atividades, oferta de acolhimento psicológico e revisão de protocolos internos de segurança.
Na rede municipal, episódios desse tipo pressionam por uma reavaliação das estratégias de prevenção e de mediação de conflitos, além da definição de fluxos mais claros para acionar segurança pública e serviços de saúde em situações de risco.
Para a comunidade escolar, cresce a demanda por orientação sobre como agir em situações de ameaça e como identificar possíveis sinais de crise entre estudantes, de forma a permitir intervenções mais rápidas e seguras.
A tendência é que o caso tenha seguimento no sistema de Justiça da Infância e Juventude, com apuração da responsabilidade do adolescente e eventual definição de medidas socioeducativas cabíveis. A investigação deve avançar sobre motivação, contexto e dinâmica completa da agressão.
Na esfera administrativa, são esperados novos posicionamentos da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação sobre as medidas adotadas na escola após o ataque, incluindo possíveis ações de acompanhamento psicossocial para alunos, famílias e servidores.
Também permanece em aberto a confirmação, por fontes oficiais, da versão que envolve o suposto chamado de um colega ao banheiro, ponto que segue classificado como informação ainda em apuração nas checagens disponíveis.