Combustíveis sobem em BH e região; diesel S10 tem alta de 11,09% em duas semanas

Levantamento do Mercado Mineiro aponta aumentos também na gasolina comum e no etanol, com grande variação de preços entre postos e perda de competitividade do álcool frente à gasolina

18/03/2026 às 12:37 por Redação Plox

Os combustíveis voltaram a pesar no bolso dos motoristas de Belo Horizonte e da região metropolitana em um intervalo de apenas 12 dias. Levantamento do site Mercado Mineiro mostra que, entre 3 de março e a pesquisa mais recente, realizada entre 15 e 17 de março, houve altas expressivas, com destaque para o diesel S10, que subiu mais de 11% no período.



A gasolina comum registrou aumento médio de 6,93%. O litro passou de R$ 5,99 para R$ 6,41, um acréscimo de R$ 0,42. Na prática, o motorista que abastecia 50 litros viu a conta subir de R$ 299,50 para R$ 320,50, pagando R$ 21 a mais em menos de duas semanas.


Consumidor que abastecia 50 litros passou a gastar R$ 21 a mais, com o valor total subindo de R$ 299,50 para R$ 320,50.

Consumidor que abastecia 50 litros passou a gastar R$ 21 a mais, com o valor total subindo de R$ 299,50 para R$ 320,50.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.


Diesel lidera os reajustes nos postos

Entre os principais combustíveis, o diesel S10 foi o que mais aumentou: a alta chegou a 11,09%. O preço médio subiu de R$ 6,04 para R$ 6,71, o que representa um acréscimo de R$ 0,67 por litro em cerca de 14 dias.


O etanol também ficou mais caro no período. O preço médio avançou 4,48%, passando de R$ 4,61 para R$ 4,82, um aumento de R$ 0,21 por litro.

Impacto de reajuste da Petrobras e da entressafra

Entre os fatores que explicam a disparada, está o reajuste autorizado pela Petrobras para o diesel. No dia 14 de março, a estatal elevou em R$ 0,38 (11,7%) o preço do combustível vendido às distribuidoras, em meio à crise do petróleo relacionada ao conflito no Oriente Médio.


Não houve reajustes anunciados pela Petrobras para gasolina e etanol no mesmo intervalo que justifiquem a alta diretamente nas bombas. Ainda assim, donos de postos relatam aumento do custo da gasolina no atacado.


O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro) confirma que há reflexos na oferta e que as distribuidoras têm praticado preços mais elevados. A entidade aponta ainda a entressafra da cana-de-açúcar, de dezembro a abril, como outro elemento que interfere na disponibilidade e nos valores dos combustíveis.

Diferença de preços entre postos chega a 25%

O levantamento do Mercado Mineiro, que consultou 197 postos, revela grande variação de preços entre os estabelecimentos. A gasolina comum é encontrada entre R$ 5,89 e R$ 6,99, diferença de 18,68%.


No caso do etanol, a variação é ainda maior: os valores vão de R$ 4,29 a R$ 5,39, o que representa oscilação de 25%. Já o diesel S10 custa entre R$ 6,29 e R$ 7,19, diferença de 14,31%.

Etanol perde competitividade frente à gasolina

Segundo o estudo, a relação entre o preço médio do etanol e o da gasolina está em 75%, acima do patamar de 70% considerado ideal para que o etanol seja mais vantajoso financeiramente. Nesse cenário, o biocombustível deixa de ser a opção mais econômica para abastecer.


O custo por quilômetro rodado reforça esse quadro: com base no consumo médio de 11,5 km/l, a gasolina sai por R$ 0,56 por quilômetro. Já o etanol, com consumo médio de 8,5 km/l, custa R$ 0,57 por quilômetro, mantendo a gasolina em leve vantagem.


Os consumidores podem consultar a pesquisa completa e acompanhar atualizações diárias de preços no site mercadomineiro.com.br, ferramenta que auxilia na comparação entre postos e regiões.

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