CPI do Crime Organizado convoca ex-noiva do dono do Banco Master como testemunha

Senado apresentou requerimento para ouvir a influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, citando elementos da Operação Compliance Zero; comissão também recorre ao STF sobre a ida de Vorcaro

18/03/2026 às 11:17 por Redação Plox

A CPI do Crime Organizado no Senado ampliou o foco sobre o caso Banco Master e passou a mirar pessoas do círculo próximo do ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro. Um requerimento apresentado na comissão pede a convocação da influenciadora digital Martha Graeff como testemunha, com base em elementos reunidos na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Paralelamente, a ex-noiva e ex-namorada de Vorcaro também entrou no radar da CPMI do INSS, que discute requerimentos para ouvir aliados e pessoas citadas em apurações sobre fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários.

CPI do Crime Organizado convoca ex-noiva de dono do Banco Master e mira suspeitas em MT

CPI do Crime Organizado convoca ex-noiva de dono do Banco Master e mira suspeitas em MT

Foto: • Senado Federal


CPI do Crime mira entorno de ex-controlador do Banco Master

O requerimento protocolado na CPI do Crime Organizado solicita a convocação de Martha Graeff para depor como testemunha. O texto vincula o pedido ao material reunido na Operação Compliance Zero, que investiga Daniel Vorcaro por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes relacionados ao Banco Master.

No documento oficial associado à comissão, Martha é apontada como peça relevante para esclarecimentos no caso. O requerimento ressalta que a influenciadora não é chamada por estar investigada, mas pela possível capacidade de contribuir com informações à apuração.

A convocação da ex-noiva do ex-controlador do Banco Master pela CPI do Crime Organizado coloca o entorno pessoal de Daniel Vorcaro no centro da disputa política e investigativa em Brasília.

CPMI do INSS discute convocação de aliados

Em outra frente no Congresso, a CPMI do INSS incluiu na pauta requerimentos que tratam da convocação de Martha Graeff e de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Esses pedidos fazem parte de um pacote mais amplo de deliberações do colegiado sobre suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios.

Há, assim, uma sobreposição de movimentos: enquanto a CPI do Crime Organizado formaliza, no Senado, a solicitação para ouvir Martha Graeff, a CPMI do INSS avalia se também chamará pessoas ligadas ao ex-controlador do Banco Master, em linha com apurações já em curso.

O comando que fala em “CPI do Crime convoca ex-noiva de dono do Banco Master” ainda depende, porém, de confirmação formal: o status dos requerimentos — se apenas apresentados, já aprovados ou com data definida de oitiva — segue em acompanhamento.

Conflito institucional em torno de depoimento de Vorcaro

De acordo com nota divulgada pela Agência Senado, a CPI do Crime Organizado recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter decisão que tornou facultativa a ida de Daniel Vorcaro à comissão, após convocação para depoimento. O alvo central continua sendo o esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, mas o embate jurídico expõe o limite de atuação do colegiado.

Esse contexto reforça o peso político da convocação de pessoas próximas a Vorcaro, vista internamente como forma de contornar resistências, preencher lacunas de informação e ampliar a pressão em torno do ex-controlador.

Efeitos políticos e investigativos

Para o Congresso, o avanço da CPI do Crime Organizado sobre a ex-noiva de Vorcaro e outros nomes do entorno do Banco Master tende a ampliar o alcance das investigações. A movimentação pode resultar em novos pedidos de quebra de sigilo, convites e convocações adicionais, além de requerimentos de informação a órgãos de controle e ao Judiciário.

No caso específico do Banco Master, a estratégia de ouvir testemunhas próximas ao ex-controlador é vista como meio de mapear relações, agendas e eventuais canais de influência mencionados em mensagens e relatórios ligados às investigações.

As apurações têm reflexos em Minas Gerais e São Paulo, estados citados em diligências e desdobramentos investigativos divulgados pela imprensa, envolvendo personagens com atuação ou ramificações nessas regiões.

Próximos passos nas CPIs e no STF

Os próximos movimentos dependem de três frentes principais. A primeira é o acompanhamento da pauta e das deliberações da CPI do Crime Organizado, para verificar se o requerimento de convocação de Martha Graeff será aprovado e quando sua oitiva poderá ser agendada.

A segunda é o monitoramento da CPMI do INSS, que ainda precisa concluir a votação dos requerimentos que incluem a influenciadora e o cunhado de Vorcaro, definindo se haverá efetiva convocação e em que data.

Por fim, segue em aberto o desfecho do recurso apresentado ao Supremo Tribunal Federal para tentar obrigar ou viabilizar o depoimento de Daniel Vorcaro à CPI do Crime Organizado, peça central na disputa institucional em torno do caso Banco Master.

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