STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A CPMI do INSS, instalada para investigar suspeitas de fraudes e irregularidades em benefícios previdenciários, vem enfrentando uma sequência de contratempos para ouvir convocados. Sessões foram canceladas e oitivas acabaram adiadas após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e ausência de depoentes, o que alimenta a disputa em torno do alcance de despachos judiciais que suspenderam efeitos de requerimentos aprovados pela comissão.
Reunião da CPMI do INSS desta quinta-feira é cancelada
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Em 9 de março de 2026, a CPMI registrou nova frustração em seu cronograma: depoimentos previstos para a data foram adiados porque convocados não compareceram. De acordo com registros oficiais do Senado e relato divulgado pela Câmara, os advogados de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e ligada à Crefisa, enviaram documento à comissão citando uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, do STF, para sustentar que a convocação não teria validade naquele momento.
O movimento abriu uma disputa de interpretação. De um lado, parte dos convocados passou a tentar usar a decisão de Flávio Dino como argumento para não comparecer às oitivas. De outro, a própria CPMI buscou reafirmar a possibilidade de manter convocações e remarcou a data do depoimento de Leila, insistindo na realização da audiência.
Nesse contexto, o eixo central do impasse passa pela forma como a decisão do STF é lida no Congresso. A expressão “CPI do INSS cancela sessão após STF liberar Leila Pereira de depoimento” ainda não encontra respaldo consolidado nas informações disponíveis, já que a extensão da liminar e seus efeitos práticos sobre cada requerimento continuam sendo objeto de disputa.
Informações divulgadas pelo Senado em nota e em reportagem institucional indicam que a CPMI adiou depoimentos diante da ausência de convocados. Os registros apontam que a defesa de Leila mencionou a liminar de Flávio Dino, relacionada à suspensão dos efeitos de quebras de sigilo aprovadas em bloco em 26 de fevereiro.
Ao mesmo tempo, em 11 de março, veículos noticiaram que o ministro decidiu manter a convocação de Leila Pereira como testemunha. Esse ponto contraria a leitura de que ela teria sido totalmente “liberada” de depor de maneira ampla e definitiva, e reforça que o debate atual se concentra na abrangência da decisão sobre requerimentos agrupados e não em uma dispensa geral da oitiva.
Assim, a informação de que o STF teria “liberado” Leila Pereira do depoimento ainda está em apuração. A controvérsia gira em torno do teor exato da decisão e de possíveis novos despachos, bem como de interpretações divergentes dentro da própria CPMI e entre defensores dos convocados.
Enquanto o impasse se arrasta, os efeitos concretos já são sentidos em diferentes frentes. Para aposentados e pensionistas, o atraso nas oitivas e a judicialização tendem a postergar esclarecimentos e encaminhamentos políticos sobre mecanismos de controle de descontos e operações de crédito consignado, diretamente ligados ao dia a dia dos beneficiários do INSS.
Para a CPMI, os cancelamentos e adiamentos reduzem o tempo útil de investigação e ampliam a cobrança por reorganizar o calendário e adotar medidas que garantam a efetividade das convocações. Cada sessão frustrada representa perda de espaço para aprofundar linhas de apuração e consolidar provas ou relatos.
Do ponto de vista institucional, o caso reforça tensões recorrentes entre decisões do STF e a condução de CPIs e CPMIs. A discussão sobre a forma de votação de requerimentos, a suspensão de medidas aprovadas em bloco e o alcance de liminares em relação a quebras de sigilo e convocações acentua o embate político-jurídico em torno da CPMI do INSS.
A comissão deve deliberar sobre reconvocações e ajustes na agenda para ouvir testemunhas e investigados, além de discutir estratégias jurídicas para contestar, delimitar ou esclarecer o alcance de decisões do STF que alterem o efeito de requerimentos já aprovados.
A situação específica de Leila Pereira permanece no centro da disputa. A apuração jornalística segue em curso para esclarecer se houve decisão concreta do STF dispensando seu comparecimento — por habeas corpus ou outro instrumento — e se isso motivou o cancelamento de sessão em 18 de março de 2026, como vem sendo ventilado. Até o momento, as informações disponíveis apontam para uma combinação de disputa interpretativa e decisão noticiada de manutenção da convocação.