Homem é condenado a 57 anos por tentativas de homicídio e crimes ligados ao tráfico em Inhapim

Segundo o Ministério Público, réu integrava organização criminosa com base em Dom Cavati e participou de ataques durante disputa por território do tráfico no bairro Morro da Espanha

18/03/2026 às 07:01 por Redação Plox

A Justiça condenou um homem denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por uma série de crimes graves em Inhapim, no Vale do Rio Doce. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (16) pelo Tribunal do Júri da comarca, que fixou a pena em 57 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Entre os crimes estão duas tentativas de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

De acordo com a denúncia, o réu integrava uma organização criminosa com base em Dom Cavati, ligada ao comércio ilegal de entorpecentes.

De acordo com a denúncia, o réu integrava uma organização criminosa com base em Dom Cavati, ligada ao comércio ilegal de entorpecentes.

Foto: Divulgação


De acordo com a denúncia, o réu integrava uma organização criminosa com base em Dom Cavati, ligada ao comércio ilegal de entorpecentes. As vítimas das tentativas de homicídio teriam sido atacadas em 5 de março do ano passado, no bairro Morro da Espanha, em meio a disputas pelo controle do tráfico na região. Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado pela disputa por território.

Atuação em grupo criminoso e envolvimento de adolescentes

As investigações apontaram que o condenado mantinha atuação estável no grupo criminoso, com vínculos permanentes com outros envolvidos, incluindo adolescentes. Essa participação teria ocorrido de forma continuada, o que embasou também a acusação de corrupção de menores e a caracterização da associação para o tráfico.

Apreensões e provas reunidas na investigação

No curso da apuração, foram apreendidas grandes quantidades de drogas, entre elas pedras de crack, pinos de cocaína e buchas de maconha. Também foram recolhidos munições, uma arma de fogo, balanças de precisão, materiais para embalo e cadernos com anotações relacionadas ao tráfico, elementos que reforçaram o conjunto probatório do processo.

Atuação do Ministério Público em plenário

A acusação em plenário foi apresentada pelos promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues, que atuaram em nome do Ministério Público de Minas Gerais e obtiveram a condenação. Para a instituição, a decisão representa um reforço à atuação firme do sistema de Justiça no enfrentamento da criminalidade violenta e do tráfico de drogas, especialmente em casos que envolvem atentados contra a vida e o aliciamento de adolescentes para práticas ilícitas.

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