Polícia Civil faz operação na Vila Kennedy para localizar suspeitos da morte de PM na Avenida Brasil

A ação desta quarta (18) busca envolvidos no assassinato do policial militar Marcelo José Batista, morto a tiros em abril de 2025, durante a madrugada, na altura de Bangu, na Zona Oeste do Rio

18/03/2026 às 11:31 por Redação Plox

A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (18 de março de 2026), uma operação na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, para localizar suspeitos de envolvimento na morte do policial militar Marcelo José Batista. O crime ocorreu em abril de 2025, quando o PM foi atacado a tiros enquanto trafegava de madrugada pela Avenida Brasil.


Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Foto: Reprodução/TV Globo


Execução em meio a disputa territorial

De acordo com a linha de investigação descrita no material encaminhado à redação do portal de notícias g1, a apuração indica que o policial teria sido executado em meio à disputa territorial entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos que atuam na região do Catiri, também na Zona Oeste.

Um dos pontos que chama atenção no caso é a suspeita de que o grupo criminoso tenha usado um drone para monitorar a vítima e orientar o ataque, após obter a localização exata do policial. O homicídio aconteceu na altura de Bangu, e o carro em que o agente estava ficou com diversas marcas de tiros, conforme registros divulgados à época.

Atuação de traficantes e milicianos

Segundo as informações reunidas pela investigação, o crime está ligado à atuação de facções que disputam o controle na região do Catiri. A suspeita é de que o uso de tecnologia, como o drone, tenha sido empregado para acompanhar o deslocamento do policial e garantir que o ataque fosse realizado no momento considerado mais favorável pelos criminosos.

Esse contexto reforça o caráter estratégico da emboscada e coloca em evidência o uso de monitoramento aéreo em ações de grupos armados na Zona Oeste.


Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Foto: Reprodução/TV Globo


Posicionamento de órgãos oficiais

Na cobertura inicial do caso, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investigava o assassinato e realizava diligências para esclarecer autoria e circunstâncias do crime.

A Polícia Militar, por sua vez, identificou a vítima como Marcelo José Batista e divulgou a lotação do agente, embora haja divergência de detalhes entre veículos sobre unidade e identificação completa, o que levou à recomendação de aguardar confirmação em nota oficial atualizada.

Até o momento desta apuração, com base em fontes abertas, não foi localizado comunicado oficial público detalhando a operação desta quarta-feira (18/03/2026), com informações sobre nomes dos alvos, prisões, apreensões ou cumprimento de mandados. A reportagem segue em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro para obter dados atualizados sobre o andamento da ação.


Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Carro onde estava o policial ficou com diversas marcas de tiros

Foto: Reprodução/TV Globo


Impacto para moradores e para a segurança pública

Operações policiais na Vila Kennedy costumam provocar alterações na rotina de moradores e motoristas da Zona Oeste, com possíveis reflexos no trânsito local e em vias de acesso à Avenida Brasil, especialmente em horários de pico e em situações de confronto.

Do ponto de vista da segurança pública, a suspeita de uso de drone para vigilância e coordenação do ataque eleva o grau de sofisticação do crime e pressiona por medidas de contrainteligência e rastreamento de equipamentos. O caso também reforça o alerta para agentes de segurança em deslocamento em áreas de disputa entre facções criminosas e milícias.

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