Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo
Ídolo do basquete brasileiro passou mal, foi internado às pressas e teve a morte confirmada nesta sexta-feira (17/4); causa não foi divulgada
Mensagens recuperadas de um telefone de Daniel Vorcaro embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que decretou a prisão preventiva do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. De acordo com o que consta no caso, esse material deve ser incluído na delação premiada do ex-CEO do Banco Master.
Agenda do banqueiro Vorcaro tem lista extensa e com nomes influentescrédito:
Foto: Foto: Reprodução/Banco Master
Informações citadas na representação da Polícia Federal para o pedido de prisão reforçam a suspeita de que os dados tenham sido revelados pelo próprio Vorcaro, pelo nível de detalhamento sobre imóveis, cifras e o método de ocultação do patrimônio.
Segundo pessoas próximas, Paulo Henrique acreditava que o banqueiro seria prudente a ponto de apagar esse tipo de conversa no WhatsApp. No telefone do ex-presidente do BRB, não havia registros de mensagens com Vorcaro, e ele chegou a entregar o aparelho à Polícia Federal com a senha.
Com isso, a decretação da prisão preventiva teria pegado Paulo Henrique de surpresa. Ainda assim, conforme o relato, ele insiste que não pretende, por ora, fazer delação premiada e afirmou a interlocutores que vai se defender.
As mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, segundo a apuração descrita, complicam a situação de Paulo Henrique Costa por serem explícitas. Um dos trechos mencionados envolve um diálogo entre o advogado Daniel Monteiro — que também teve a prisão preventiva decretada por André Mendonça — e o dono do Banco Master.
Apontado como operador jurídico-financeiro do esquema de Vorcaro, Monteiro teria tratado abertamente do registro de imóveis em benefício de Paulo Henrique.
O texto também registra que o próprio Paulo Henrique teria solicitado que se deixasse em branco o campo de adquirente de um imóvel, sob a justificativa de que estaria compondo uma holding familiar. Segundo o ministro André Mendonça, esse dado reforça a tese de uma estratégia de ocultação patrimonial.
A estratégia da defesa, conforme a coluna apurou, deve ser questionar a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, sob o argumento de que eles não têm prerrogativa de foro. Ainda segundo a apuração, os advogados devem tentar um agravo contra a decisão do ministro André Mendonça com base nesse ponto.