PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Cães e gatos podem reagir às mudanças de cheiro, rotina e comportamento que acompanham a gravidez, mas não há comprovação científica de que os animais consigam identificar que a tutora está gestante. O que costuma ocorrer é uma percepção de alterações no ambiente e na convivência familiar, especialmente entre pets mais apegados aos responsáveis.
Especialista afirma que animais conseguem perceber mudanças hormonais pelo cheiro do corpo
Foto: Divulgação
A médica-veterinária e professora da Universidade de Sorocaba (Uniso) Andrea Cristina Higa Nakaghi explicou ao g1 que os cães têm olfato bastante desenvolvido e podem notar modificações no odor corporal. Para ela, quando o pet se aproxima ou apoia a cabeça na barriga da tutora, o comportamento pode estar ligado ao vínculo afetivo, à busca por calor e à vontade de permanecer perto da pessoa de referência.
A chegada de um bebê altera horários, sons, cheiros e a quantidade de atenção dedicada ao animal. Essas transformações podem provocar latidos mais frequentes, agitação, isolamento, eliminação de urina fora do local habitual ou comportamentos repetitivos, como lambedura excessiva. Mudanças persistentes devem ser avaliadas por um médico-veterinário, especialmente quando comprometem o bem-estar do cão ou gato.
Em Sorocaba, a engenheira Monique Estela Figuerêdo relatou ao g1 que o buldogue francês Paçoca não demonstrou mudanças durante sua gestação. Após o nascimento de Manuela, hoje com cinco meses, porém, o animal passou a latir mais e teve episódios de urinar no sofá. A família procurou orientação profissional e identificou que a mudança de rotina e a maior movimentação de visitas afetaram o cão.
Monique e Douglas, de Sorocaba (SP), ao lado dos ‘irmãos’ Manu e Paçoca
Foto: Arquivo pessoal
A adaptação deve começar antes do nascimento. Especialistas recomendam que eventuais alterações nos horários de passeio, alimentação, descanso e cuidados sejam feitas gradualmente, para reduzir o impacto da nova dinâmica. Também é indicado reservar momentos diários de atenção ao animal e criar associações positivas entre a presença do bebê e experiências agradáveis, como petiscos, brincadeiras e atividades adequadas.
Em determinadas situações, é importante buscar atendimento veterinário
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Lambedura excessiva em gatos é um dos sinais de alerta
Foto: Divulgação
Na volta para casa, o primeiro contato deve ocorrer em ambiente calmo e sempre com supervisão de um adulto. O pet não deve ser forçado a se aproximar, e bebê e animal nunca devem permanecer sozinhos, mesmo em famílias que já conhecem bem o comportamento do cão ou gato. Para cães mais agitados, gastar energia antes do encontro pode ajudar a tornar a aproximação mais segura.
A convivência tende a ser construída de forma gradual. O mais importante é observar os sinais dados pelo animal, respeitar seus limites e buscar ajuda especializada quando houver mudanças comportamentais persistentes ou qualquer demonstração de desconforto diante da criança.